FRONTISPÍCIO DAS ARTES

A arte começa onde a imitação acaba. Oscar Wilde

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Claude Monet


Biografia - Claude Monet (1840-1926)


Seu pai almejava vê-lo dando continuidade ao comércio da família, um empório de secos e molhados. Ao invés disso, Claude Monet tornou-se o precursor de um movimento artístico inovador e cujo nome, "Impressionismo", começou a ser usado após uma crítica pejorativa ao seu "Impressão, Sol Levante", quadro exibido em 1872 em conjunto com obras de Renoir, Degas e Cézanne, todos amigos seus.Apesar de ter nascido em Paris, em 1840, Oscar-Claude Monet cresceu na cidade portuária de Havre, onde travou seu primeiro contato com a pintura através de Eugène Boudin, que lhe estimulou a trabalhar ao ar livre e sob a luz do sol, procedimento que seria fundamental no desenvolvimento de sua técnica e estilo.Aos 19 anos Monet volta a viver em Paris, com o objetivo de estudar pintura. Apesar do desejo do pai de vê-lo na tradicional Escola de Belas Artes, opta por ingressar no Atelier Suisse, cuja postura mais livre combinava com sua personalidade. Apesar de apreciar o desenho, Monet não concordava com a tradição acadêmica de se fazer e ensinar arte nas escolas mais tradicionais. E é nesse ambiente que viria a conhecer Camille Pissaro, através de quem seria introduzido ao círculo de Manet, Coubert e outros artistas de idéias vanguardistas.Em 1861 é enviado à Argélia, convocado para defender a França na guerra. Cerca de um ano depois, contando com a ajuda da tia, retorna a Paris, dando continuidade às suas "pesquisas" ao ar livre. Nessas ocasiões, costumava se encontrar com amigos artistas no estúdio de algum deles, partindo dali para bosques e campos próximos, onde passavam o dia pintando paisagens e as mudanças de tons e sombras causadas pelo movimento do sol.Logo Monet conheceria a jovem Camille Doncieux, que inicialmente trabalhava como modelo e acabou se tornando sua esposa. Juntos tiveram dois filhos, mas oficializaram a união somente após três anos juntos. Os primeiros tempos ao lado de Camille foram de extremo aperto financeiro. O pintor relutava em mudar seu estilo de pintar, e desse modo encontrava dificuldades para vender seus quadros. Somente depois de iniciada a Guerra Franco-Prussiana (1870), quando de sua "fuga" para Londres, que a vida de Monet começaria a melhorar.Na Inglaterra conhece o marchand Paul Durand-Ruel, que passa a apoiar os impressionistas e a adquirir obras do grupo. Voltando à França, em 1871, vive em Argenteuil e depois em Vétheuil, dando início ao período mais fértil de sua vida. Torna-se amigo do casal Alice e Ernest Hoschedé, milionários admiradores de seu trabalho. Mais do que isso, Monet e Alice viriam a se casar, após ambos ficarem viúvos.Finalmente, a mudança para Giverny: em 1883, junto da nova esposa e dos sete filhos (dois dele e cinco dela), Monet passa a viver em seu pequeno paraíso, onde construiu o lago que receberia seus famosos nenúfares, ninféias e a ponte japonesa. Lá, realizaria suas fantásticas séries de pinturas, onde os objetos que se repetiam não importavam muito: a impressão de cada momento causada ao pintor, fosse pela luz do sol, pelas sombras, reflexos ou vento, era o principal elemento transportado para as telas. Monet viveu até os 86 anos, e está enterrado no jardim de sua propriedade.

Leonardo da Vinci


Biografia - Leonardo da Vinci (1452-1519)


Decorridos 500 anos de sua morte, Leonardo da Vinci continua a ser a maior celebridade de todos os tempos na história da arte. Tipo raro de artista, de aguçada curiosidade e que trafegava por diversas áreas do conhecimento, ainda criança já mostrava talento para o desenho e a pintura. Nascido em 1452, em Vinci, uma pequena aldeia bem próxima a Florença, Leonardo era o filho ilegítimo de uma camponesa chamada Caterina com o rico tabelião florentino Piero. Por falta de sobrenome paterno, Da Vinci (algo como "da cidade de Vinci") celebrizou para sempre o local onde nasceu e cresceu.Aos 16 anos tornou-se aprendiz do escultor, pintor e ourives Andrea de Verrocchio, seu primeiro mestre. Pouco tempo depois, com apenas 20 anos de idade, ingressou na Corporação dos Pintores de Florença. Passou então a gozar de certa independência artística, atendendo a encomendas e se relacionando com homens que, sem se dar conta, estavam moldando o pensamento renascentista através de seus estudos em matemática, física, astronomia, engenharia, artes e ciências.Ao trafegar nesse mundo de intelectuais e artistas, Leonardo estabelecia relações e ampliava sua gama de interesses. Florença era então um local de efervescência cultural e fluxo crescente de riquezas, por causa do crescimento das navegações e do comércio com o Oriente. Da Vinci, porém, era pouco requisitado pelos mecenas locais --o artista tinha fama de não entregar suas encomendas-- e, desde que deixara a oficina de Verrocchio, havia realizado poucas pinturas.Por volta de 1482, mudou-se para Milão e passou a trabalhar para o duque Ludovico Sforza. Ali, além de pintar, Leonardo realizava também, e não sem um certo prazer, trabalhos de engenharia para o duque. É na parede do refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie, também em Milão, que se encontra "A Última Ceia", célebre representação do encontro final de Jesus com seus apóstolos.Da Vinci ainda voltaria a morar em Florença, após um breve período em Veneza, e retornaria a Milão, em 1506. De 1513 a 1516 viveu em Roma, onde fez contato com Michelangelo e Rafael. Finalmente mudou-se para a França, passando a viver em um château perto da cidade de Cloux, onde permaneceu até o fim da vida, em 1519.Estima-se que o artista tenha deixado mais de 13 mil páginas de anotações, das quais hoje restam cerca de 6 mil, abrangendo estudos de anatomia (entre eles o famoso "Homem Vitruviano", com proporções perfeitas seguindo um ideal romano de beleza), ciências, filosofia, engenharia, projetos de máquinas e armas, estudos de botânica, esboços de quadros e desenhos arquitetônicos e urbanísticos, além das pinturas (das quais apenas 17 chegaram aos dias de hoje) e esculturas (nenhuma de autoria indiscutível).

Paul Cézanne


Biografia - Paul Cézanne (1839-1906)


Na escola, ele tirava notas altas em quase todas as disciplinas, menos em desenho. Mais tarde, por duas vezes, tentou ingressar na Escola de Belas Artes, mas foi reprovado. Seus quadros foram continuamente rejeitados pelo Salão Oficial de Paris. Os críticos da época zombavam de sua obra, recomendando que as mães grávidas não olhassem para ela, sob pena de terem filhos doentes. Mesmo assim, persistiu. "Eu sou um marco", dizia um convicto Paul Cézanne, um dos pais da arte moderna.Ao contrário de alguns de seus contemporâneos como Vincent van Gogh e Paul Gauguin, Cézanne sempre teve uma vida confortável e rotineira. Não experimentou a fome e a loucura como van Gogh. Sua vida metódica e reservada esteve bem longe do espírito aventureiro que marcou a trajetória de Gauguin, que renunciou à civilização para viver em uma ilha distante do Pacífico. Mas, apesar disso, Paul Cézanne também foi uma espécie de "maldito" em seu tempo.Paul Cézanne nasceu em Aix-en-Provence, França, em 1839, filho de um próspero fabricante de chapéus de feltro que se tornou banqueiro em 1847. Estudou em boas escolas e foi colega do futuro escritor Émile Zola, de quem se tornaria amigo íntimo. Por imposição paterna, iniciou o curso de Direito em Aix, mas seu desejo era mesmo estudar pintura na capital francesa.Com apoio da mãe, dobrou a resistência do pai e passou a freqüentar a Academia Suíça, uma escola de arte de Paris que fazia oposição à tradicional Escola de Belas Artes. Foi quando conheceu, entre outros, Pissarro, Monet, Degas e Renoir, que viriam a fundar o movimento impressionista. Junto com eles, expôs no chamado "Salão dos Recusados", que reunia as obras dos artistas rechaçados pelo Salão Oficial.Também participou da primeira exposição impressionista, em 1874. Mas mesmo os impressionistas não aceitariam de forma pacífica a obra inovadora de Cézanne. Alvo de chacota por parte da crítica mais conservadora, logo romperia também com os companheiros e seguiria seu próprio caminho. Tinha como objetivo converter, nos quadros que pintava, os objetos da natureza a três formas básicas: o cilindro, a esfera e o cone.Este rigor geométrico, mais tarde, influenciaria novos artistas e seria responsável, em grande medida, pelo surgimento do cubismo. Mas, até aquele momento, Cézanne havia encontrado apenas a incompreensão da crítica e do público de sua época. O próprio amigo Émile Zola o retratou como um artista fracassado e medíocre, no romance A Obra, de 1886, cujo protagonista, Claude Lantier, é visivelmente inspirado nele.Naquele mesmo ano de 1886, o pai de Paul Cézanne morreu e lhe deixou uma grande fortuna. O artista fixou-se então em Aix-en-Provence e casou-se oficialmente com Hortense Fiquet, uma mulher com a qual mantinha um relacionamento de muitos anos e com quem inclusive tinha um filho, Paul. A oposição paterna impedira Cézanne de assumir o romance até aquela data.Por volta de 1890, a obra de Cézanne finalmente começou a ser compreendida e valorizada. Seus quadros passaram a ser disputados pelas galerias e a fazer parte de grandes exposições internacionais. Vincent van Gogh e Paul Gauguin, junto dos quais Cézanne formará a santíssima trindade do pós-impressionismo, renderam-lhe devotadas homenagens."Paul Cezánne viveu o suficiente para assistir à virada do século 19 para o século 20 –-e ao contrário de Van Gogh e Gauguin, morre com sua obra reconhecida e valorizada pelo público e pela crítica."Em outubro de 1906, foi surpreendido por uma tempestade em Aix, enquanto pintava no campo. Afetado por uma congestão pulmonar, morreu uma semana depois.

Vincent van Googh


Biografia - Vincent van Googh (1853-1890)


Ele passou para a história como um dos exemplos mais notórios do artista maldito, do gênio desajustado, do homem incompreendido por seu tempo, mas que foi aclamado pela posteridade. Ao longo da vida, sofreu uma série interminável de infortúnios: desilusões amorosas, crises nervosas, misérias financeiras. Foi tratado como louco, ficou várias vezes exposto à fome, à solidão e ao frio. Ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos, hoje é considerado um dos maiores mestres da pintura universal.Vincent Willem van Gogh nasceu em 30 de março de 1853, em uma pequena aldeia de Groot-Zundert, na Holanda. O irmão mais velho, que também fora batizado como Vincent, nascera um ano antes, 1852, igualmente em 30 de março, mas morrera com apenas seis meses de idade. Assim, a criança recém-nascida vinha ao mundo com a responsabilidade de ocupar o lugar que o destino roubara ao primogênito.Por isso, van Gogh foi obrigado a abandonar cedo a escola, para ajudar no sustento da família. Filho de um pastor protestante, conseguiu aos 15 anos o emprego de empacotador e despachante de livros na cidade de Haia, numa filial da prestigiada galeria Goupil, de Paris. Ali, manteve seus primeiros contatos com a arte e com artistas.Foi transferido para a filial de Bruxelas e, em seguida, para a de Londres. Mas, após ser rejeitado por uma jovem inglesa pela qual se apaixonara, caiu em depressão, buscou refúgio espiritual na religião e acabou demitido. A partir de então, passou a ter uma existência mística e errante. Alternou empregos subalternos, viveu como vagabundo e foi pregar o Evangelho para camponeses e mineradores no interior da Bélgica.Em 1880, enfim, trocou a fé pela arte. Mas a sua inquietação existencial continuou, ainda mais intensa. Apaixonou-se novamente, desta vez por uma prima, que também recusou-lhe o seu amor. Em 1882, conheceu a prostituta Christine Sien, grávida e alcoólatra, com quem passou a viver durante alguns meses, até que a convivência entre os dois se tornou insuportável. Nesse período, os quadros de van Gogh ainda possuíam cores e tons predominantemente escuros.Após a morte do pai, em 1885, o artista nunca mais retornaria a Holanda. Fixou-se inicialmente na Antuérpia e, depois, decidiu ir a Paris, onde passou dois anos e descobriu a pintura luminosa dos impressionistas. "O ar francês limpa o cérebro e faz bem", escreveu à época, antes de decepcionar-se com a rivalidade entre os artistas locais e a vida agitada da cidade grande.Foi na pequena e ensolarada aldeia francesa de Arles que a pintura de Vincent van Gogh encontrou o cenário ideal para dar o grande salto artístico, a partir de 1888, apenas dois anos antes de sua morte. As cores - sobretudo o amarelo - explodiram com intensidade nas telas, mas o deslumbramento e a obsessão pelo trabalho minaram-lhe a saúde física e mental.Em Arles, pintou cerca de 200 quadros e fez 100 desenhos. Ficou esgotado e foi internado em um asilo, após uma série de colapsos nervosos. Em um deles, investiu contra o colega Paul Gauguin, armado com uma navalha. Terminou por decepar a própria orelha, que presenteou a uma prostituta.Em meados de 1890, aos 37 anos, viajou para a cidade francesa de Auvers-sur-Oise, para tentar descansar e recuperar a saúde. O médico recomendou-lhe a pintura como terapia. No dia 27 de julho, saiu em direção a um trigal, igual a tantos outros que já pintara. Mas não levava telas e pincéis, e sim uma pistola. Voltou a arma contra o próprio peito e apertou o gatilho. Não resistiu ao ferimento. Morreu por volta de uma e meia da manhã do dia 29.No início daquele ano, recebera uma boa notícia: finalmente um trabalho seu, o quadro "A videira vermelha", conseguira encontrar comprador.

Michelangelo


Biografia - Michelangelo (1475-1564)


"A escultura é a arte de representar a matéria". São palavras do próprio Michelangelo, escultor, pintor e arquiteto italiano, conhecido entre seus contemporâneos como o "Divino", uma maneira no mínimo justa de se referir a este que, ainda em vida, já era visto como um artista completo, talentoso, de espantosa memória visual e técnica irrepreensível.Nascido em 1475 na pequena cidade de Caprese, próxima a Arezzo, Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni era filho de um magistrado que também possuía uma mina de mármore e uma pequena fazenda. Criado por uma ama-de-leite cujo marido era cortador de mármore, um Michelangelo ainda pequeno já convivia com o material que lhe seria tão caro durante toda a vida.Inicialmente contrários às aptidões artísticas latentes no filho, os pais de Michelangelo acabaram concordando em deixá-lo ingressar, aos 13 anos, como aprendiz do pintor Domenico Ghirlandaio. Pouco mais de um ano depois o jovem artista entrou para a escola de escultura de Lorenzo de Médici, poeta e entusiasta das artes em cuja residência havia um jardim com estátuas clássicas italianas. Estava travado o contato do futuro escultor com aquelas que seriam sua obsessão durante toda a vida: esculturas de corpos nus e atléticos.Lorenzo morreu e, após dois anos na residência dos Médici, o artista foi obrigado a voltar para a casa do pai, em 1492. É nesse período que Michelangelo se dedica ao estudo da anatomia humana, dissecando cadáveres na Igreja do Santo Espírito, em Florença. Esses conhecimentos seriam fundamentais para a excelência atingida posteriormente em suas esculturas, que revelavam um conhecimento detalhado de cada músculo do corpo humano.Após breves períodos em Veneza e Bolonha, Michelangelo fixou-se em Roma, onde foi convidado a trabalhar para o papa Júlio II, dando início a um relacionamento conturbado que inauguraria o "período heróico" do artista. O grandioso túmulo encomendado a ele por Júlio II, com quarenta grandes estátuas à sua volta, nunca seria concluído, devido principalmente às brigas entre os dois. Júlio II era vaidoso e impaciente, mas não negava sua imensa admiração por Michelangelo.Foi servindo a esse papa, também, que Michelangelo realizou sua mais extraordinária obra: as pinturas no teto e paredes da Capela Sistina. Ainda que os afrescos não fossem sua especialidade, o "Divino" não desapontou e criou uma espetacular sucessão de cenas e personagens bíblicos, onde os corpos dos personagens se contorciam a fim de caberem na curva das paredes laterais. O trabalho levou quatro anos para ficar pronto.Nas palavras do pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, seu contemporâneo, as representações de figuras humanas criadas por Michelangelo têm "o vigor e o apelo da carne viva". Sua intenção ao criar as fantásticas esculturas em mármore definem seu espírito: Michelangelo desejava liberar uma figura aprisionada dentro do bloco de pedra, e considerava o trabalho terminado somente quando o "conceito" inicial se apresentava totalmente visível, revelando a forma desejada pelo escultor.Michelangelo escreveu ainda livros de poesia e foi também um grande arquiteto, tendo projetado, entre outras obras, a impressionante cúpula da Basílica de São Pedro. Admirado por seus conterrâneos e considerado o maior artista de seu tempo, continuou trabalhando até sua morte, aos 89 anos, em Roma. Seu último pedido, já no leito de morte, foi ser enterrado em sua amada Florença.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Releitura



RELEITURAS: Também conhecida como ‘nova pintura’, uma releitura possibilita o uso de imagens prévias, tanto de fotografias como outras formas em que as imagens se apresentem, incluindo obras anteriores de outros artistas.Uma releitura não é uma cópia, visto que o artista plástico é quem a pintará como nova, usando seus traços e leituras diferenciadas de um original. Os grandes gênios do passado fizeram suas releituras ou novas pinturas baseadas em um original. Exemplos clássicos como Michelangelo, Da Vinci, Van Gogh, Picasso, Tarsila do Amaral e os mais emergentes pintores contemporâneos. Por outro lado, existem muitos artistas que hoje, com a tecnologia, lhes possibilita pintar algo sem precisar ser um bom pintor. Antigamente, o bom artista plástico e não bom pintor teve que entrar na onda moderna fora do figurativo perfeito. Hoje, com imagens prévias, isto é possível e de grande valor artístico que se possa apresentar como diferencial técnico. Uma releitura nunca é igual à original como nova pintura, não é uma cópia. Existe mais de cinco mil releituras de Monalisa, considerados originais de outros artistas e, a despeito de dizerem que uma obra única é que tem valor, esta é a maior prova, visto existir milhões de reproduções do original por todo o mundo, em bibliotecas, galerias, museus, casas de decorações etc..., confirmando que a obra mais conhecida normalmente tem mais valor, se desconhecida, dificilmente o será senão pela assinatura do artista quando conhecido.Segundo Heleny Galati * (MASP) "a diferença entre Releitura e cópia é a seguinte: na cópia você reproduz fielmente (ou pelo menos tenta) o quadro do artista. É isso que os falsificadores fazem. Neste caso você está apenas preocupado com o poder de observação e capacidade para copiar que seu aluno tem. Já a Releitura implica em produzir aquilo que se entendeu da obra, sem preocupações com semelhanças. É o sentimento se aliando à observação na produção de um trabalho."


Um abraço, Helda
Foto: Releitura feita por Picasso em 1945, da obra original de Velasques

Assemblage



O princípio que orienta a feitura de assemblages é a "estética da acumulação": todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado à obra de arte. O trabalho artístico visa romper definitivamente as fronteiras entre arte e vida cotidiana; ruptura já ensaiada pelo dadaísmo, sobretudo pelo ready-made de Marcel Duchamp (1887 - 1968) e pelas obras Merz (1919), de Kurt Schwitters (1887 - 1948). A idéia forte que ancora as assemblages diz respeito à concepção de que os objetos díspares reunidos na obra, ainda que produzam um novo conjunto, não perdem o sentido original. Menos que síntese, trata-se de justaposição de elementos, em que é possível identificar cada peça no interior do conjunto mais amplo. A referência de Dubuffet às colagens não é casual. Nas artes visuais, a prática de articulação de materiais diversos numa só obra leva a esse procedimento técnico específico, que se incorpora à arte do século XX com o cubismo de Pablo Picasso (1881 - 1973) e Georges Braque (1882 - 1963). Ao abrigar no espaço do quadro elementos retirados da realidade - pedaços de jornal, papéis de todo tipo, tecidos, madeiras, objetos etc. -, a colagem liberta o artista de certas limitações da superfície. A pintura passa a ser concebida como construção sobre um suporte, o que pode dificultar o estabelecimento de fronteiras rígidas entre pintura e escultura. Em 1961, a exposição The art of assemblage, realizada no Museum of Modern Art - MoMA de Nova York, reúne não apenas obras de Dubuffet, mas também as combine paintings de Robert Rauschenberg (1925) e a junk sculpture, e isso leva a pensar que a assemblage como procedimento passe a ser utilizada nas décadas de 1950 e 1960, na Europa e nos Estados Unidos, por artistas muito diferentes entre si.
Obra de João Castilho/ titulo: "cinco moças de Mogi" - Releitura de Di Cavalcanti

Fotos de pintura Espatulada




Pintura Espatulada



A Pintura espatulada surgiu na primeira metade do século XIX, mas ela já existia na pintura em madeira e artesanato, apenas nas primeiras décadas do século XIX é que a técnica passou para a tela, sendo aplicada em temas abstratos, marinas e casarios, hoje a técnica é bem popular e aplicada nos mais diferentes temas, de abstrato a festas populares; Este tipo de pintura tem como principal diferença a aplicação de grosas camadas de tinta para dar um efeito de profundidade, sombra ou reflexo na água.
Temos um bom exemplo de pintura espatulada no trabalho do artista plástico mogiano “Zeti”, que vem aprimorando a técnica em seu trabalho.

Fotos do 1º Leilão Beneficente



1º Leilão Beneficente de Arte


Nos dias 24, 25, 26 de junho, 01 e 02 de agosto a cidade de Mogi das Cruzes foi palco de uma Exposição de arte com Leilão, no “1º Leilão Beneficente no Salão do São Vicente de Paulo”, Rua São João, 802, Bela Vista.
Foram expostas 112 obras de arte, nos mais diversos estilos como arte acadêmica, naif, abstrato, espatulado, pós moderno, desenho, reprodução, escultura e tapeçaria. No decorrer do evento o desenhista Marco Aurélio fez caricaturas dos visitantes, a professora Adelaide L. Swettler e o artista Moacyr Nery pintaram ao vivo e os artistas Zeti e Enzo Ferrara recepcionaram os visitantes do Evento.
A exposição levou obras de vários artistas da cidade como Maria Mello, Kelly Cristina, Moacyr Nery, Enzo Ferrara, Nerival Rodrigues, Zeti, João Castilho, João Ruiz, Marineis Dias, Adelaide L. Swettler, Shr. Martins, e obras de artistas fora da região, que pertencem ao acervo do Dr. Mochel Abboud.
Foram recebidos 300 visitantes, mas o espaço comporta 4 vezes mais.
A conclusão do evento mostra que o grupo de arte está preparado para representar a cidade em grandes exposições, pois foi montado um grande projeto, e até cavaletes foram feitos especialmente para essa exposição.
O evento promete voltar nos próximos meses com mais artistas e mais obras de arte e por um período maior.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Arte Naif


Principal Artista:
Henri Rousseau (1844-1910), homem de pouca instrução geral e quase nenhuma formação em pintura. Em sua primeira exposição foi acusado pela crítica de ignorar regras elementares de desenho, composição e perspectiva, e de empregar as cores de modo arbitrário. Estreou com uma original obra-prima, "Um dia de carnaval", no Salão dos Independentes. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. Nos primeiros anos do século XX, após despertar a admiração de Alfred Jarry, Guillaume Apollinaire, Pablo Picasso, Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas, seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo.

Arte Naif

Arte Naif é a arte da espontaniedade, da criatividade autêntica, do fazer artístico sem escola nem orientação, portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. Claro que, como numa arte mais intelectualizada, existem os realmente marcantes e outros nem tanto. Art naïf (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática. Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos, nem nas tendências modernistas, nem tampouco no conceito de arte popular. Esse isolamento situa o art naïf numa faixa próxima à da arte infantil, da arte do doente mental e da arte primitiva, sem que, no entanto, se confunda com elas.Assim, o artista naïf é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras, muito embora, mesmo nesses casos, seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros, das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos. Não se trata, portanto, de uma criação totalmente subjetiva, sem nenhuma referência cultural.O artista naïf não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa.Características gerais:· Composição plana, bidimensional, tende à simetria e a linha é sempre figurativa· Não existe perspectiva geométrica linear.· Pinceladas contidas com muitas cores.
Obra de Wilma Ramos - Festa so Divino - AST - 2007

Arte Acadêmica




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Arte Acadêmica



Entende-se como arte acadêmica a pintura e escultura produzidas sob a influência das academias européias do Século 19, nas quais muitos dos artistas recebiam seu treinamento formal.
A arte acadêmica tem como características básicas o rigor do estilo, o uso de temas históricos ou mitológicos e um tom moralista.
Não é uma escola ou um movimento específico. O neoclacissismo, por exemplo, está associado a essas academias, podendo ser considerado uma arte acadêmica.
Todavia, o termo «Arte Acadêmica» está associado muito particularmente à Academia Francesa e à influência desta nos Salões do Século 19.
Seu estilo está referenciado em artistas como Burguereau e Jean-León Gerôme.

Foto: Cesto de Rosas- Adelaide Lawitschka Swettler- Ost- 60x80-2009

Fonte: Artcyclopedia