FRONTISPÍCIO DAS ARTES

A arte começa onde a imitação acaba. Oscar Wilde

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Exposição homenageia a imigração japonesa


» Publicada em 230508


Exposição homenageia a imigração japonesa


Promovida pela Prefeitura de Mogi, mostra comemorativa será aberta hoje, às 15h30, na Praça de Eventos do Mogi Shopping, e ficará em cartaz até o dia 15 de junho.


Michel Meusburger


NERIVAL: Com as telas "Os Japoneses e o Café", "O caqui" e "No Setor Hortifrutigranjeiro", artista ressalta a contribuição dos japoneses no desenvolvimento agrícola do País
BÁRBARA BARBOSADa reportagem localEm cada uma das 90 telas que integram a Exposição de Pintura Comemorativa do "Centenário da Imigração Japonesa no Brasil" revela-se um sentimento de amizade, respeito e admiração a esse povo que emprestou sua força e, ao participar das mais variadas atividades, contribuiu com o progresso do Brasil.Com a integração de 30 artistas entre nikkeis - brasileiros de origem japonesa, e não-nikkeis - brasileiros de outras origens, de São Paulo e Mogi das Cruzes, a mostra será aberta hoje, às 15h30, na Praça de Eventos do Mogi Shopping. Na ocasião, é esperada a presença do prefeito Junji Abe (PSDB) entre outras autoridades mogianas.O evento é uma realização da Prefeitura de Mogi em parceria com a Guifu Kenjin-kai - Associação dos Originários da Província de Guifu no Brasil e foi idealizado com a proposta de promover um intercâmbio cultural e de amizade entre a cultura brasileira e a japonesa. Com entrada franca, a exposição também conta com o apoio da cidade de Seki- pertencente à província de Guifu Kenjin-kai - e que é co-irmã de Mogi, e ficará em cartaz até o dia 15 de junho.Com temas variados, as obras mostram desde os costumes e tradição simbolizados por meio de templos e rituais, até a participação decisiva dos japoneses na atividade econômica do País - em especial na agricultura como no cultivo de hortaliças e cogumelos - entre outras manifestações que influenciaram na cultura brasileira. Além de comemorar o centenário da imigração japonesa, as obras também prestam uma homenagem à associação, que este ano completa sete décadas em São Paulo. Para o prefeito Junji Abe, as telas expostas produzem os sentimentos de amizade, respeito e admiração, que durante um século embalaram e fortaleceram a relação desses povos. "Os quadros expostos receberam, inquestionavelmente, uma forte inspiração dos artistas, retratando para nossa imensa alegria a solidificação dessa grandiosa relação entre brasileiros e japoneses", afirma.Entre os trabalhos brasileiros, estarão assinaturas de nomes como Levy Pinotti, Enio Cintra, Marcos de Oliveira, Miguel Ruiz, Sebastião Sá, Pedro Neves, NERIVAL RODRIGUES, Maria Aparecida Ruiz Tavares entre outros.Conhecido por suas obras que retratam plantações tipicamente nacionais, NERIVAL RODRIGUES leva três obras para a mostra: "Os Japoneses e o Café", "O caqui" e "No Setor Hortifrutigranjeiro". "São telas produzidas especialmente para homenagear os japoneses e que mostram a contribuição desse povo no desenvolvimento da agricultura em nosso País", diz.AgendaAlém da exposição, outros eventos estão incluídos neste período de homenagens realizado no Mogi Shopping. Amanhã, sob organização do Bunkyo de Mogi- Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social -, o espaço recebe, a partir das 11h, uma apresentação de Taiko, um desfile de vestimentas milenares e a cerimônia do chá.

Nerival Rodrigues retrata Mogi em cartões-postais


» Publicada em 07/09/08


Nerival Rodrigues retrata Mogi em cartões-postais


Oito tipos de cartões mostram os pontos turísticos e festas folclóricas e culturais que fazem a história da cidade


Marcelo Alvarenga


Coleção: Cartões reproduzem quadros do artista Nerival Rodrigues e demonstram seu amor por Mogi


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local


Mogi das Cruzes retratada por meio da arte. É o que se vê na coleção de cartões-postais que o artista plástico NERIVAL RODRIGUES acaba de lançar. Ao todo, são oito modelos que mostram os principais pontos e festividades históricas e culturais do município, entre elas a Congada, com a Igreja do Bom Jesus ao fundo, e a Festa do Divino, aos arredores da Igreja do Carmo. Lançados na abertura da exposição "Tieteísmo", na quinta-feira, dia 4, os cartões são reproduções de quadros em óleo sobre tela que o artista pintou ao longo de sua carreira e poderão ser adquiridos durante a mostra, que vai até o dia 18 de setembro, no Centro de Cidadania e Arte (Ciarte), ou por meio dos telefones 2629-1222, 8392-5289 e 8186-8349. Com o patrocínio do Mogi News, foram impressos 1.000 cartões de cada modelo. Rodrigues conta que o trabalho foi uma forma que encontrou para colaborar com o crescimento do turismo na cidade. "A intenção é fazer de Mogi uma cidade turística, que seja reconhecida por seu patrimônio histórico-cultural, de uma cidade que tem 448 anos", diz ele. "Queremos levar a imagem da cidade para outros lugares e, pela arte desses cartões-postais, as pessoas saberão que em Mogi existem grandes talentos", acrescenta. Autor de inúmeros trabalhos de naifs e primitivistas, Rodrigues conta com mais de 40 anos de carreira, sendo seu trabalho conhecido em 48 países. Atualmente, alguns de seus quadros também podem ser vistos em duas exposições coletivas em São Paulo, uma homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e a outra para arrecadar fundos para o Hospital do Câncer. Rodrigues também é um dos fundadores da Bienal de Artes do Alto Tietê, o que mostra que, além de criar, o artista também se preocupa com o crescimento cultural da região. "O povo sem cultura e sem educação adequada é um povo que não se afina com a história da civilização humana", observa. "Tieteísmo"Idealizada e organizada pelos artistas plásticos Enzo Ferrara e Cida Ruiz, "Tieteísmo" é uma mostra coletiva que reúne mais de 30 nomes da região. As obras, entre desenhos, pinturas, esculturas e instalações, poderão ser vistas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, no Ciarte, que fica na rua Dr. Ricardo Vilela, 69, centro. A entrada é franca. Entre trabalhos de artistas renomados, como Wilma Ramos, Lídia Costa, Silvia Kitahara e Vecchiato, a mostra também faz uma homenagem póstuma a Leoncio Carrasco Dura, Heraldo Moraes, Van de Wiel, Marciliano Valdesoiro, Íris Piazza e, em especial, a Frederico Wickmann, morto dias antes da mostra entrar em cartaz. "O objetivo da exposição é demonstrar o amor pela nossa terra. Surgiu da necessidade de demonstrar o que sentimos pela região do Alto Tietê", conta.

O livro "Naïf de Mala e Cuia"


» Publicada em 191208

Nerival Rodrigues é homenageado com o livro "Naïf de Mala e Cuia"

Escrita pelo renomado crítico de arte Oscar D´Ambrosio, obra retrata a vida de um dos artistas mais admirados de Mogi.

Marcelo Alvarenga

RODRIGUES: Artista tornou-se conhecido internacionalmente por suas telas que mostram colheitas

BÁRBARA BARBOSADa reportagem local

A história da arte naïf se confunde, muitas vezes, com a origem de seus autores. No Brasil, a maior parte dos artistas deste gênero são pessoas que migraram para grandes cidades, deixando para trás a terra natal. E é essa mudança de vida que inspira verdadeiras obras de arte, de cores fortes e traços ingênuos, como as do pernambucano NERIVAL RODRIGUES.Radicado no Alto Tietê há 40 anos, o artista tornou-se conhecido nacional e até internacionalmente por seus trabalhos que mostram colheitas, homenageiam os índios e retratam os migrantes, oferecendo sempre uma reflexão sobre o que é ser artista no Brasil. Sua vida e obra, agora, é destaque no livro "Naïf de Mala e Cuia", que será lançado hoje, às 20h, na galeria da Job Editora Gráfica, em São Paulo (rua Antonio Marcondes, 211, Ipiranga). Escrita por Oscar D´Ambrosio, um dos mais conceituados críticos de arte no País, a obra faz uma viagem pela arte naïf, apresentando o trabalho de diversos artistas, como Waldomiro de Deus, Antonio Poteiro, Raquel Gallena e os irmãos João Cândido e Conceição Silva, além de Nerival. Em "De Mala e Cuia" o leitor vai encontrar uma homenagem justamente aos migrantes, na qual os trabalhos apresentados, entre telas e suportes, como malas ou cabaças, retratam a vida dessas pessoas. No livro, o autor conta que desde 1999 vem se dedicando a pesquisa sobre o naïf, mas até hoje, quase uma década depois, ele ainda não encontrou uma definição que expresse bem seu sentido. "De modo geral, os conceitos mais utilizados concordam em definir o estilo naïf como marcado por cores vivas, imaginação e estilização e um poder de síntese levado para a tela com uma técnica aparentemente rudimentar. Nesses aspectos, poder-se-ia dizer que a arte naïf brota do inconsciente coletivo", descreve ele. No capítulo intitulado "Nerival - Sensibilidade à flor da pele", D´Ambrosio descreve Rodrigues como um artista "que conserva nas mãos os calos de sua origem como trabalhador agrícola", mas que nas telas pinta "uma visão paradisíaca do Brasil que todos gostaríamos de ver: frondoso, verdejante, rumo ao futuro que nos é constantemente negado".TrajetóriaNascido em 1952, em Garanhuns, no Pernambuco, NERIVAL RODRIGUES iniciou seu contato com a arte aos 9 anos. Na época ele trabalhava na lavoura- atividade que exerceu até os 16 anos de idade - e na hora do almoço riscava a terra com gravetos. Mais tarde os costumes da infância ganharam cor e foram reproduzidos em telas.Em 1960 Rodrigues veio para São Paulo em um pau-de-arara, passando por diversas cidades, onde sua vocação para a arte começou a se expandir com o uso de técnicas de guache e aquarela. Oito anos depois, pintou seu primeiro quadro a óleo, que teve como inspiração a destruição do parque Dom Pedro. Em 1973, na praça da República, na capital, o artista realizou sua primeira exposição.Entre 1971 e 1982 Rodrigues trabalhou em diversas empresas da região, tendo abandonado seu último emprego, na então Companhia Suzano de Papel e Celulose, em Suzano, para se dedicar totalmente à arte naïf.

40 anos de dedicação à ARTE


» Publicada em 250109


40 anos de dedicação à ARTE


Prestes a completar quatro décadas de carreira, artista possui uma série de projetos em andamento


Michel Meusburger


TALENTO: Consagrado como um dos principais artistas naïfs do País, Nerival Rodrigues da Silva terá sua trajetória contada em uma biografia a ser lançada em novembro


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local


Este ano, o artista plástico NERIVAL RODRIGUES da Silva tem muito o quê comemorar. No mês de novembro ele completa 40 anos de carreira e, por conta disso, já está com uma série de projetos comemorativos em andamento. Autodidata, este pernambucano vive em Mogi já há quatro décadas, onde pintou sua primeira tela. Desde então, milhares de trabalhos foram desenvolvidos e seu talento reconhecido nacional e internacionalmente. Com quadros que enfatizam plantações e temas folclóricos, repletos de cores e detalhes, Rodrigues se consagrou como um dos principais artistas naïfs do País - técnica que se utiliza de cores fortes e traços ingênuos para retratar a vida dos migrantes. Tudo isso e mais detalhes da vida do pintor serão contados em sua biografia, que será lançada em novembro pela editora Auderi Martins. "Vou me descrever e, a partir disso, vai ser escrita minha biografia, com fotos históricas e depoimentos de algumas pessoas que acompanharam minha carreira", diz ele.Apesar da trajetória brilhante trilhada até aqui, Rodrigues não pretende parar. Além da biografia, o artista tem outros planos para 2009, inclusive internacionais. O maior deles já está em desenvolvimento e inclui 20 telas, que estão sendo pintadas em base de linho europeu e que terão também uma releitura em grafite. Depois de prontos, esses trabalhos serão expostos no Conjunto Nacional, em São Paulo, de onde partem para uma exposição na Holanda. "É a primeira vez que faço isso. Na biografia vou explicar como comecei a carreira", explica ele.Entre junho e julho, ainda sem data definida, Rodrigues deve embarcar para os Estados Unidos, para participar de um intercâmbio entre artistas do Alto Tietê e da cidade de Lauderhill, na Flórida. O convite foi feito depois que ele participou de um projeto da Secretaria de Cultura de Suzano, que já há quatro anos mantém contato com artistas internacionais. Se houver espaço na agenda, ele irá emendar uma viagem para Costa Rica, onde foi convidado pela embaixada brasileira no país para reinaugurar a Sala Brasil de Arte, que está fechada há 16 anos. "Ainda não sei como vou fazer, porque pode ser que as datas coincidam. Mas espero poder emendar uma viagem na outra", explica o artista, já pensando em 2010. "Para o ano que vem pretendo expor no Japão e em Israel, mas ainda são planos", adianta. Além desses projetos, já está marcada para março uma exposição de esboços de quadros feitos pelo artista ao longo dos 40 anos de carreira, que acontecerá no Centro Cultural Antonio do Pinhal (Cecap), em Mogi.BienalIdealizador da Bienal de Artes do Alto Tietê, que em 2009 chega a sua 4ª edição, Rodrigues esteve desde o início na coordenação da mostra, ao lado da esposa, a artista plástica Maria Aparecida Ruiz Tavares. Este ano, no entanto, ele deixa o cargo e irá apenas assessorar a montagem do evento, que, entre outros nomes, terá o artista plástico Enzo Ferrara na linha de frente. "Com os 40 anos de carreira estão surgindo convites que não posso recusar. Então, vou me dedicar à minha carreira", explica o pintor.Previamente marcada para acontecer entre os dias 5 de outubro e 8 de dezembro, a 4ª edição da Bienal de Artes do Alto Tietê terá como tema o meio ambiente e será realizada em Mogi. "Vamos filiá-la aos Ministérios da Cultura e do Meio Ambiente. Além disso, vamos fixá-la em Mogi, até que seja construído o Centro Cultural, onde ela será realizada definitivamente", explica Rodrigues, argumentando que a forma itinerante como a bienal vinha sendo realizada - o evento já passou por Suzano e Poá- não tem dado resultado.Outra novidade é que este ano, apenas 40 artistas da região serão convidados a participar do evento, que também estenderá o convite a outros nomes de fora da região. Para quem quiser participar, Rodrigues sugere que iniciem seus trabalhos o quanto antes. "O mercado concilia tudo e a bienal terá espaço para todos os segmentos", diz o artista, que começou a sonhar com o evento nos anos 90, com a proposta de construção de um Centro Cultural na cidade. "Apesar de ele ainda não existir, tenho esperança de que logo será construído". Segundo Rodrigues, a proposta desse ano é que os artistas direcionem suas criações para algo mais conceitual. "A classe artística está muito desunida. O artista tem de ver de perto o sofrimento do povo e transmitir isso para a arte. O povo precisa de novos ares", ressalta.TrajetóriaNascido em 1952, em Garanhuns, no Pernambuco, NERIVAL RODRIGUES trabalhou na lavoura até os 16 anos de idade. As mãos calejadas, no entanto, não o impediram de traçar com perfeição tudo o que observava na colheita. O talento foi descoberto anos mais tarde, quando veio para São Paulo num pau-de-arara, em 1960. Treze anos depois Rodrigues fez sua primeira exposição, na praça da República, na capital. Entre 1971 e 1982 ele trabalhou em diversas empresas da região, tendo abandonado seu último emprego, na então Companhia Suzano de Papel e Celulose, para se dedicar totalmente ao naïf.

"Em Processo de Criação",


» Publicada em 100309


Mostra traz nova faceta de Nerival Rodrigues


Exposição "Em Processo de Criação", em cartaz no Cecap, explora lado pouco conhecido do artista plástico, que em 2009 comemora 40 anos de carreira


Marcelo Alvarenga


ESBOÇOS: Nerival expõe várias imagens em processo de criação


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local


Aclamado internacionalmente por seus quadros naïfs, o artista plástico NERIVAL RODRIGUES mostra na exposição "Em Processo de Criação" um lado pouco conhecido de seu trabalho: os esboços. Ricos em detalhes, os desenhos, feitos a carvão ou à caneta, impressionam pela qualidade artística e apenas indicam o que está por vir: telas em óleo sobre tela, repletas de cores. Em cartaz no Centro Cultural Antonio do Pinhal (Cecap) a partir de hoje, a mostra poderá ser conferida até o dia 10 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. A entrada é franca. Segundo o curador do Cecap, Paulo Pinhal, quem passar pelo espaço no período da exposição irá se surpreender com o trabalho de Rodrigues - inclusive aqueles que já conhecem suas obras. Ao todo, 18 imagens emolduradas compõem o acervo, o que confere a elas o status de quadros. "Eu tinha pensado que ele (Nerival) ia trazer alguns rascunhos, umas coisas amassadas, típicas de esboços, mas no fim ele mandou emoldurar e os desenhos se transformaram em verdadeiros quadros. O trabalho que o artista mostra aqui, embora muita gente possa pensar que está finalizado, ainda está em processo. São desenhos que ainda passarão por muitas modificações até o produto final. O que se vê na exposição é apenas o processo de criação do Nerival", explica Pinhal.Outro diferencial da mostra é a temática dos quadros. Nerival, que faz sucesso com telas de plantações, lavouras e outras imagens típicas do campo, levou para o Cecap obras que retratam um pouco da vida urbana, como desenhos de casas e favelas. "É a primeira vez que faço esse tipo de exposição. Tenho muitos desenhos que guardei ao longo de minha carreira. Nem todos se transformaram em telas, alguns ficaram só no esboço, que inclui estudo e pesquisa", conta Rodrigues, que em novembro próximo completará 40 anos de carreira. CarreiraPrestes a completar quatro décadas de dedicação às artes plásticas, o pernambucano NERIVAL RODRIGUES leva o nome de Mogi das Cruzes a todos os lugares por onde passa. Morador da cidade há mais de 20 anos, ele faz questão de dizer que esta é sua casa do coração. "A exposição é uma oportunidade para as pessoas verem a importância que o Nerival tem para Mogi. Embora ele não seja filho dessa terra, adotou a cidade como sendo sua. Eu fico muito feliz em ver um artista internacional como ele, que deve ir para Nova York em breve, carregar o nome da cidade", revela Pinhal. Nascido em 1952, em Garanhuns, no Pernambuco, Rodrigues trabalhou na lavoura até os 16 anos de idade. As mãos calejadas, no entanto, não o impediram de traçar com perfeição no chão de terra tudo o que observava na colheita. O talento, no entanto, foi descoberto apenas anos mais tarde, quando veio para São Paulo num pau-de-arara, em 1960.

"Arte Suburbana"


» Publicada em 110409


Artista plástico expõe na "Arte Suburbana"


Quadros em acrílico sobre tela do mogiano João CASTILHO estão na exposição montada na Imobiliária Matriz, em cartaz até o dia 4 de maio, com entrada franca.


Daniel Queiroz


Obras: Castilho expõe telas criadas com o auxílio de colagens.


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local

A arte contemporânea inspirando reflexões. É o que se pode ver nos quadros do artista plástico mogiano João CASTILHO, que integram a exposição "Arte Suburbana", em cartaz na imobiliária Matriz, em Mogi, (rua Dr. Antonio Cândido Vieira, 390, centro), até o dia 4 de maio. Com entrada franca, a visitação é aberta de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.Sob a curadoria de Denise Andere, CASTILHO expõe quadros de acrílico sobre tela, criados com o auxílio de colagens. A temática predominante da exposição é a figura da mulher no cenário afro-brasileiro, uma especialidade do artista. "Trabalho muito com a figura feminina. Comecei a fazer essa sequência de arte como uma forma de propor uma reflexão sobre a figura humana no ambiente urbano", revela ele. Apesar de serem decorativas, as obras de CASTILHO também se utilizam de elementos publicitários, por meio da colagem. Segundo ele, em suas telas, são coladas partes de cartazes e outdoors, que formam uma textura que, posteriormente, ganha o acabamento em acrílico. "Eu uso partes de outdoor e trabalho também com a influência da publicidade, então, a colagem entra como um elemento a mais nessa arte contemporânea", explica.Artista plástico há 35 anos, João CASTILHO expôs pela primeira vez em 1973. Conhecido na região por seus trabalhos modernos e irreverentes, o artista também se dedica à carreira de ilustrador. "CASTILHO é visto pela classe como um artista plástico inovador, moderno e, às vezes, polêmico", define o coordenador das exposições na imobiliária Matriz, Enzo Ferrara. ProjetosEm breve, o trabalho mais recente de João CASTILHO como ilustrador poderá ser visto no livro "Invenção de Onira", da editora Letra Selvagem, para o qual ele elaborou a capa. O lançamento da obra será em maio, na livraria Casa das Rosas, na avenida Paulista, em São Paulo. Além da exposição "Arte Suburbana", os quadros de CASTILHO também podem ser vistos na mostra coletiva "Caminhos do Cotidiano", em cartaz até o final de abril, de segunda a sexta-feira, das 11 às 16 horas, na Agência da Caixa Econômica Federal de Mogi (rua Dr. Deodato Wertheimer, 1.660, no centro).

"Caminhos do Cotidiano"


» Publicada em 310309


A arte de João Ruiz em "Caminhos do Cotidiano"


Com 20 anos de carreira, mogiano expõe quadros dos estilos espatulado misto e acadêmico em mostra coletiva que reúne telas de outros seis artistas plásticos
Amilson Ribeiro


RETROSPECTIVA: Na mostra, Ruiz apresentará uma coletânea com trabalhos que representam diversos momentos de sua carreira


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local


Inaugurada há um mês, a exposição "Caminhos do Cotidiano" acaba de ter seu acervo renovado e apresenta, a partir de amanhã, a arte do mogiano João Ruiz, o convidado especial do mês de abril. Além dele, os artistas plásticos Enzo Ferrara, Zeti, Nerival Rodrigues, João Castilho, Adelaide Lawitschka Swettler, Sirley Lacerda e Martins integram a mostra, que acontece na Agência da Caixa Econômica Federal do centro de Mogi.Artista autodidata, Ruiz acumula 20 anos de afinidade com pincéis, tintas e telas. Nesta mostra, especialmente, ele apresentará uma coletânea com trabalhos que representam diversos momentos de sua carreira. Ao todo, 14 quadros de tamanhos médios e grandes, que retratam paisagens e casarios da região do Vale do Paraíba, serão expostos. As pinturas de Ruiz basicamente variam entre dois estilos: espatulado misto e acadêmico. "Essa exposição apresenta um trabalho de fases. É um retrospecto da minha carreira. Sou designer de moda e comecei a pintar de maneira autodidata. Quando a pessoa começa da forma como iniciei, ela desenvolve seu próprio estilo. É claro que nos inspiramos e buscamos referência em outros artistas, mas cada um tem seu estilo. Não acredito em cópia", define Ruiz. Além dos trabalhos apresentados por Ruiz, a mostra contará com quadros dos estilos primitivo, paciencionismo e naïf, este último a especialidade de Nerival Rodrigues. Prestes a participar de uma exposição nos Estados Unidos, ele levará para a Caixa Econômica apenas telas inéditas. Entre as novidades, o artista apresenta seu primeiro quadro retratando o Maracatu. "Já pintei muita congada, mas Maracatu é a primeira vez. Esses quadros fazem parte de um intercâmbio que vou participar em junho. Tem também telas de motivos pantaneiros", adianta. "Caminhos do Cotidiano"A exposição "Caminhos do Cotidiano" receberá até junho obras de diversos artistas da região. Com entrada franca, a mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 11 às 16 horas, na Agência da Caixa Econômica Federal (rua Dr. Deodato Wertheimer, 1.660, no centro).

"Caminhos do Cotidiano"


» Publicada em 010309


Exposição retrata "Caminhos do Cotidiano"


Mostra que será aberta amanhã reúne obras de cinco artistas
Amilson Ribeiro


Arte: Enzo Ferrara, Zeti e Sirley Lacerda integram o acervo da mostra na Caixa Econômica Federal


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local

Cinco artistas que somam pelo menos 10 anos de carreira cada, mas que, no entanto, não têm seu trabalho muito divulgado na região integram a exposição "Caminhos do Cotidiano". Com o intuito de aproximar o público das obras de Enzo Ferrara, Zeti, Adelaide Lawitschka Swettler, João Ruiz e, especialmente, de Sirley Lacerda, a mostra será aberta amanhã, na agência da Caixa Econômica Federal do centro de Mogi (rua Dr. Deodato Wertheimer, 1.660). A entrada é franca.Em cartaz até junho, a mostra reúne quadros de estilos variados, como paciencionismo, a técnica adotada por Sirley, que levará para a exposição aproximadamente 15 obras. "Somos uma equipe, uma união de artistas. Em nossas exposições sempre colocamos um membro do grupo em evidência. Desta vez a Sirley foi escolhida porque ela é uma artista internacional, mas que no Brasil quase não tem sua arte reconhecida", explica Zeti, um dos organizadores do evento. O paciencionismo, segundo ele, é uma arte abstrata que é trabalhada com pontilhado. "Por isso mesmo tem esse nome, que vem de paciência", continua. Além da arte de Sirley, haverá espaço para quadros primitivos, assinados por Ferrara; espatulados, criados por Zeti; e para a arte acadêmica de Adelaide e de João Ruiz. "Cada artista entra com um tipo de material diferente. Todos são mogianos ou moram na cidade há bastante tempo e é exatamente isso que estamos buscando, mostrar a arte de Mogi", destaca outro membro da equipe, Enzo Ferrara. "O Zeti está em Mogi há 50 anos e a Sirlei há 20, eu já estou há 15, mas pouca gente conhece nosso trabalho. Estamos trazendo os artistas para perto do público", acrescenta ele.Sempre valorizando obras que retratam o cotidiano, como sugere o nome, a mostra sofrerá mutações ao longo dos quatro meses que estiver em cartaz. A cada mês, o acervo receberá obras de artistas diversos, entre novatos e veteranos, como o artista naïf Nerival Rodrigues e o grafiteiro Ricardo Aparecido de Lima, o Rica. Ao longo da exposição, alguns quadros estarão à venda. O público que se interessar por alguma obra ou, ainda, os artistas que desejarem mostrar seu trabalho, podem entrar em contato com Enzo Ferrara por meio do telefone 9543-3594.

Telas e quadrinhos dividem espaço no Beco do Sapo


» Publicada em 080709


Telas e quadrinhos dividem espaço no Beco do Sapo

Exposição de arte coletiva promovida pelo grupo Frontispício acontece no próximo sábado, das 9 às 17 horas


Marcelo Alvarenga


Artes plásticas: Ferrara irá retratar, em pinturas ao vivo, cenas da região central da cidade, como a rodoviária e o largo do Rosário


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local


Os artistas plásticos do grupo mogiano Frontispício voltam a se reunir em torno de uma exposição de arte coletiva. Desta vez, no entanto, suas obras ficarão expostas a céu aberto, no Beco do Sapo, região central da cidade, no próximo sábado. Na ocasião, eles receberão como convidado especial o desenhista Marco Aurélio.Durante todo o evento, que acontece das 9 às 17 horas, o artista plástico Enzo Ferrara, integrante do Frontispício, fará pinturas ao vivo. Em óleo sobre tela, ele irá retratar cenas da região da rua Dr. Deodato Wertheimer, no centro de Mogi, como a antiga rodoviária e o largo do Rosário. "Estou produzindo uma coleção de quadros de Mogi, e nesse fim de semana vou começar a mostrar como ela será. O resultado final poderá ser visto mais para frente", adianta o artista. Além de Ferrara, Marco Aurélio também fará arte ao vivo: ele irá criar histórias em quadrinhos. De acordo com Zeti, um dos idealizadores do Frontispício, a ideia é que o artista possa retratar, por meio de seus desenhos, a história do Beco do Sapo, local conhecido da população mogiana. "É um momento de férias e com as histórias em quadrinhos pretendemos atrair um público mais jovem. O beco é um local que tem uma história muito bonita. Muitos artistas do passado pintaram o beco em suas telas, e agora queremos fazer isso também em quadrinhos, para que os jovens possam conhecer um pouco dessa tradição", explica Zeti.A exposição contará, ainda, com quadros de diversos estilos, da arte acadêmica à moderna, assinados por artistas que integram o Frontispício, como Adelaide Lawitschka Swettler, Nerival Rodrigues, João Castilho, Marineis Dias e o próprio Zeti, entre outros. FrontispícioLançado em maio, exatamente no Beco do Sapo, o grupo agora trabalha na manutenção cultural do local. "O beco já chegou a ficar abandonado, em uma situação deplorável. Esse movimento que estamos levando para lá é justamente uma manutenção cultural, para que o espaço não seja esquecido e volte a ser o que era antes da última restauração", justifica Zeti. O Beco do Sapo fica entre as ruas Senador Dantas e Coronel Cardoso de Siqueira, no centro de Mogi.

A pintura que recria a beleza ideal


» Publicada em 240709

A pintura que recria a beleza ideal
Moacyr Neri, Adelaide Swettler, João Ruíz e Zeti assinam as telas que estão na "1ª Mostra de Arte Acadêmica", em cartaz até o dia 21 de agosto

Amilson Ribeiro

Exposição: Artístas reúnem obras que retratam paisagens, anjos, animais, entre outros temas que evidenciam a arte acadêmica
BÁRBARA BARBOSADa reportagem local

A arte acadêmica, ou academismo, é o destaque da nova exposição promovida pelo recém-formado grupo Frontispício. Cerca de 15 telas que evidenciam essa técnica - caracterizada por exprimir padrões de beleza de academias de artes européias - compõem a "1ª Mostra de Arte Acadêmica", que teve início na última segunda-feira e segue até o dia 21 de agosto.Com entrada franca, a exposição está em cartaz no restaurante Oásis (rua Professor Flaviano de Melo, 1037, centro) e reúne quadros dos artistas plásticos Moacyr Neri, Adelaide Lawitschka Swettler, João Ruíz e Zeti. O horário de visitação é de segunda a sábado, das 10h30 às 15h30. No acervo da mostra estão trabalhos acadêmicos que retratam anjos, paisagens, animais, entre outros temas que os artistas recriam a beleza ideal. De acordo com Zeti, a exposição marca uma série de eventos que o grupo Frontispício pretende realizar até o fim do ano para valorizar os diversos estilos presente nas artes plásticas. "Nossa ideia é começar a trabalhar com estilos e não focar apenas em temas. Assim, poderemos mostrar para o público que as artes plásticas são formadas por vários estilos", diz.O artista justifica, ainda, a escolha da arte acadêmica para a exposição inaugural dessa série. Segundo Zeti, este é o estilo pelo qual todo aluno inicia seu trabalho, até se tornar um artista plástico. "Na verdade, a arte acadêmica é considerada a primeira linha. Todos os artistas plásticos precisam passar por ela para entender os outros estilos que existem", explica. LeilãoAlém da exposição em cartaz na rua Professor Flaviano de Melo, o grupo Frontispício participa entre hoje e domingo do 1º Leilão Beneficente em prol da Sociedade São Vicente de Paulo. O evento acontecerá às 19h30, no salão da entidade, que fica na rua São João, 802, Bela Vista. Obras de arte de diversos artistas do grupo, bem como de outros convidados, serão leiloadas. A renda será revertida para a sociedade. Informações pelos telefones 4796-9239 e 4798-1494.

"Formas Coloridas"


» Publicada em 110709


Mogiano expõe sua arte em "Formas Coloridas"
Monalisa Ventura


Em cartaz na imobiliária Matriz, mostra reúne obras em óleo sobre telas e peças em mosaico de Benedito José de Souza


BÁRBARA BARBOSADa reportagem local


Pouco menos de um ano após ter iniciado suas pinturas em óleo sobre tela, o mogiano Benedito José de Souza mostra pela primeira vez suas obras em uma exposição individual. Iniciada ontem, a mostra "Formas Coloridas" reúne quadros recentes do artista e também alguns trabalhos feitos em mosaico. Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até o dia 10 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, na Imobiliária Matriz. Dezenas de obras, entre arte acadêmica - nas telas - e abstrata - nos mosaicos- poderão ser apreciadas no local. "É uma oportunidade rara de se ver mosaicos, formas geométricas e iniciação acadêmica numa mesma exposição", ressalta o curador Enzo Ferrara. Souza trabalhou por muitos anos como projetista mecânico. Apesar do pouco tempo disponível que tinha, ele sempre gostou de apreciar as artes. Por essa razão, com a chegada da aposentadoria, decidiu que era o momento de começar a pintar. "Viajo bastante e sempre vi quadros muito bonitos pelos lugares por onde passei. Isso me despertou a vontade de pintar", conta.Há cerca de oito meses, no entanto, ele iniciou um curso de pintura com o experiente professor e artista plástico Zeti. Desde então, sua evolução tem sido rápida. Os mosaicos, Souza começou a criar cerca de dois anos atrás, tanto em telas quanto na superfície de outros objetos, como bancos de madeira. Para essa técnica, ele utiliza pastilhas de porcelana coloridas e hoje faz mosaicos de diferentes tipos, desde formas geométricas até figuras de animais. A Imobiliária Matriz fica na rua Dr. Antonio Cândido Vieira, 390, no centro de Mogi.

"Caminhos do Cotidiano"


» Publicada em 210609


"Caminhos do Cotidiano"


Quarta e última edição da mostra, em cartaz até o dia 10 de julho, na agência da Caixa Econômica Federal de Mogi, reúne quadros de artistas do grupo Frontispício


Amilson Ribeiro


ARTE: Enzo Ferrara, idealizador da mostra, acredita que o ciclo ajudou a divulgar o trabalho dos artistas
BÁRBARA BARBOSA Da reportagem localAo longo de quatro meses, mais de dez artistas plásticos da cidade passaram pela exposição "Caminhos do Cotidiano", que a cada edição renovou seu acervo, apresentado da arte acadêmica à contemporânea. Encerrando o ciclo da mostra, a agência da Caixa Econômica Federal de Mogi (rua Dr. Deodato Wertheimer, 1.660, no centro) recebe até o dia 10 de julho alguns trabalhos de membros do grupo Frontispício, que nasceu desta iniciativa. Com entrada franca, a última exposição da série poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 11 às 16 horas. Ao todo, trabalhos de sete artistas integram a mostra: Daniel Mello, Sirley Lacerda, João Castilho, Zeti, Maria Melo, Moacyr Nery e Enzo Ferrara, um dos idealizadores de "Caminhos do Cotidiano".Entre as obras que integram a mostra, uma das que se destaca é o quadro de Daniel Mello que retrata a festa do Divino Espírito Santo de forma abstrata, por meio de formas geométricas nas cores vermelho e branco. Segundo Ferrara, o artista irá leiloar a obra e o valor arrecadado será revertido para a Casa de São Vicente de Paula. BalançoAo longo das quatro edições da exposição "Caminhos do Cotidiano", 13 artistas plásticos tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho na agência da Caixa Econômica Federal de Mogi. Para Ferrara, a mostra deixou um saldo positivo. "Foi uma boa oportunidade de divulgarmos nosso trabalho. A exposição serviu também para dar segurança aos artistas que participaram, dando início, inclusive, a um novo grupo na cidade", diz ele, em alusão ao Frontispício.Lançado oficialmente no início de maio, o Frontispício foi criado com o intuito de manter viva a arte em Mogi por meio de exposições em ambientes alternativos, já que a cidade carece de espaços públicos voltados para esta finalidade. Nomes como Marineis Dias, Zeti, Adelaide Swettler, João Ruiz, entre outros, fazem parte do grupo. "As exposições organizadas nos aproximaram da população. Além disso, abriram portas para que o grupo pudesse expor fora da cidade. Por aqui, está nos planos retomar ´Caminhos do Cotidiano´ no aniversário da cidade, em setembro", conta Ferrara. Entre outras conquistas, o artista plástico revela que a exposição resultou em um convite para o grupo levar a mostra para a agência da Caixa Econômica Federal da praça da Sé, em São Paulo. "Para expor neste espaço teríamos de mandar um projeto, mas no caso, fomos convidados. A exposição faz parte de planos futuros, pois ainda estamos correndo atrás de patrocínio", explica.

Exposição de Arte Acadêmica


Publicada em 100609

Moacyr Nery expõe na "Arte Acadêmica"

Em cartaz até o dia 3 de julho na Imobiliária Matriz, exposição reúne telas de temáticas variadas e é a primeira do artista, que está em busca de uma identidade

Amilson Ribeiro

HOBBY: Nery começou a pintar há três anos e hoje conta com cerca de 200 trabalhos em seu acervo

BÁRBARA BARBOSADa reportagem local

Há pouco mais de três anos em contato com pinceis, tintas e telas, o aposentado Moacyr Nery encontrou na pintura seu hobby. E é em meio a estes materiais que ele passa grande parte do seu tempo produzindo quadros de temas e cores variados, a maioria dentro do estilo acadêmico. O resultado de tanta dedicação poderá ser conferido a partir de hoje, na II Exposição de Arte Acadêmica, que acontece na Imobiliária Matriz, em Mogi. A mostra, que poderá ser apreciada até o dia 3 de julho, é a primeira da carreira do artista, que atualmente está em busca de uma identidade, já que também faz alguns quadros impressionistas. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A entrada é franca. Aluno da experiente pintora Adelaide Lawitschka Swettler, Nery foi convidado a expor na Matriz devido à qualidade de seu trabalho, que, segundo sua professora, já apresenta técnicas e visão própria. Na mostra, estarão expostos 18 quadros, de tamanhos pequenos, médios e grandes, com temáticas variadas, como paisagens, animais, retratos e anjos.Nascido em Itápolis, interior de São Paulo, Moacyr Nery tem 68 anos e já vive em Mogi há 12. Ele conta que desde a adolescência gostou de desenhar, mas por conta do trabalho não tinha tempo para se dedicar aos desenhos. Foi só depois da aposentadoria que ele decidiu investir na arte e entrou para um curso de pintura. "Eu sempre trabalhei muito e não tinha uma preocupação com a pintura. Após a aposentadoria revi meus propósitos. Hoje, penso que deveria ter começado antes. Se eu soubesse que iria me sentir tão bem pintando teria iniciado bem antes", conta ele, que também já foi aluno dos artistas Daniel Mello e Marcos Leandro.Com cerca de 200 trabalhos em seu acervo, Nery ressalta que a pintura que ele começou há três anos por lazer hoje é motivo de orgulho, por isso, vem buscando aperfeiçoar a técnica e definir um estilo. "Na verdade, estou procurando firmar um estilo e dar andamento aos meus trabalhos como pintor. A pintura começou como um hobby e se tornou muito importante, por isso, não penso em abandoná-la", revela.

Exposição na Matriz Imóveis


Publicada em 06/02/09
Adelaide Lawitschka expressa sua visão sobre a natureza em mostra

Exposição na Matriz Imóveis reúne dez quadros da artista em óleo sobre tela e em grandes dimensões, até o dia 27
Michel Meusburger

PRÊMIO: Adelaide expõe quadro que lhe rendeu medalha de prata

BÁRBARA BARBOSA
Da reportagem localPinturas que se assemelham a fotos devido a perfeição com que a artista expressa na tela sua visão da natureza. Isso é o que se vê na I Exposição de Arte Acadêmica que foi aberta hoje, na imobiliária Matriz Imóveis, em Mogi (rua Dr. Antonio Cândido Vieira, centro). Em cartaz até o dia 27 de fevereiro, a mostra reúne quadros da artista plástica Adelaide Lawitschka Swettler, e poderá ser vista de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. A entrada é franca. Ao todo, dez quadros de grandes dimensões compõem a exposição. Pintadas em óleo sobre tela, as obras retratam paisagens diversas e flores. "Esse é o estilo acadêmico, o meu estilo", define Adelaide. A inspiração para as obras, segundo ela, vem de vários locais, como paisagens mogianas e mineiras. "Nasci em São Paulo, mas moro em Mogi desde minha infância e Minas é um local que aprecio muito", conta ela.Para compor seus quadros, Adelaide conta que se inspira em fotos tiradas dos lugares por onde passa ou em imagens de revistas. Ao reproduzir imagens fotografadas, ela busca os detalhes, o que faz a obra se assemelhar a um pôster. "Os quadros que faço geralmente são reproduções de algo que vejo. Gosto de retratar quase ao natural. As pessoas notam que minhas telas são pinturas, mas dizem que se parecem com fotos. Eu gosto de retratar de forma quase perfeita", diz. Durante a mostra, algumas das telas expostas estarão à venda. Outras são obras premiadas que fazem parte do acervo pessoal da artista. Entre os trabalhos vencedores, destaque para o quadro de um barco com motivos marinhos que recebeu a medalha de prata da Associação Paulista de Belas Artes, em 2007. "Já recebi vários prêmios, alguns em São Paulo, Suzano e Poá. Esses quadros premiados eu não vendo", revela Adelaide. Há dez anos trabalhando com arte acadêmica, Adelaide acredita que o segmento está defasado. Para ela, o que se vê hoje em dia é muita arte impressionista, o que faz muitos acadêmicos migrarem para este estilo. "Eu gosto muito da academia e não vou mudar por causa disso. Ao contrário do que se pensa, na arte acadêmica há, sim, uma evolução. Quanto mais você pinta, melhor o seu trabalho. Eu, por exemplo, tenho alunos e, dando aula, aprendo muito, preciso sempre evoluir junto com eles", defende ela. AgendaAs exposições na Matriz Imóveis devem continuar ao longo do ano, sob curadoria do artista plástico Enzo Ferrara. Depois da arte acadêmica será a vez do primitivismo ocupar o local, com obras de Marineis Limeira Dias. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 9543-3594, com Enzo.

Atômika


Exposição relembra os 64 anos da bomba de Hiroshima
Mostra "Atômika", que será aberta hoje no Espaço Nona Arte, reúne fotos da destruição e telas que ressaltam a beleza do Japão
Erick Paiatto
Imagens: Artista plástico Toshihico Murakami expõe obras que retratam e valorizam a cultura nipônica
BÁRBARA BARBOSADa reportagem localNo mês em que o mundo relembra os 64 anos dos ataques nucleares a Hiroshima e Nagasaki, o grupo de artes Frontispício promove a exposição "Atômika", composta por quadros e fotografias em homenagem às vítimas das explosões provocadas ao término da II Guerra Mundial (1945). Aberta hoje, a mostra ficará em cartaz até o fim do mês, no Espaço Nona Arte (rua Dr. Côrrea,691, centro). Com entrada franca, a exposição pode ser vista de segunda a sábado, das 10 às 22 horas. No próximo dia 15, às 18 horas, haverá uma vernissage com a presença de Enzo Ferrara, Adelaide Lawitschka Swettler, Moacyr Neri e Toshihico Murakami, entre outros artistas participantes da mostra. Segundo Ferrara, "Atômika" foi idealizada na última exposição que o Frontispício fez no Beco do Sapo, onde há a reprodução de uma foto tirada em Mogi em 1943. Na imagem, o trem aparece levando os soldados mogianos para a guerra na Europa. Ironicamente, na calçada há uma criança sentada de costas para a multidão. Para os artistas do grupo, essa cena representa o futuro voltando às costas para o passado. Essa imagem estará presente na exposição, bem como outras raras, entre elas a reprodução da primeira fotografia tirada após a explosão da bomba de Hiroshima. Capturada a 15 quilômetros do centro do impacto, a imagem mostra uma cidade arrasada, com o céu negro, apesar de o dia ter sido ensolarado, e pessoas assustadas diante do horror. Entre as telas, destaque para o trabalho do artista plástico Toshihico Murakami, que apresenta obras que retratam a cultura nipônica. Filho de japoneses, Murakami nasceu em Mogi e, no ano passado, expôs na mostra "Um Olhar Sobre o Japão", realizada em Suzano para comemorar o Centenário de Imigração Japonesa no Brasil.Para "Atômika", Murakami selecionou quadros que valorizam o Japão. Estarão expostas telas de templos, plantações de arroz em campos alagados e de jovens Maikos - nome dado pelos japoneses às aprendizes de gueixas -, que revelam um Japão restaurado. A ideia é mostrar o contraste entre as fotografias da devastação causada pelo bombardeio em Hiroshima e Nagasaki e as telas harmônicas do artista. "Tivemos a ideia de unir a arte plástica de temas japoneses com as fotos, para lembrar que enquanto a guerra destrói e ergue um muro de indiferença, a arte constrói uma ponte entre as diferentes culturas", destaca Ferrara.