FRONTISPÍCIO DAS ARTES

A arte começa onde a imitação acaba. Oscar Wilde

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Exposição Doces Mistérios - da Artista Leda Maria

Imagem: Enzo Ferrara e Leda Maria do Prado
Data: 10/11/2012 Estação Santa Cecília do Metrô em São Paulo

Obs: Ainda Bem que sempre tem um amigo ou amiga para tirar foto!


Por: Enzo Ferrara

Leda Maria do Prado expõem obras na Estação Santa Cecília do Metrô em São Paulo. A exposição foi aberta no dia 10 de Novembro e fica até o fim do mês no dia 30, depois ela vai circular por outras estações do Metrô.
Leda Maria do Prado é uma simpatia, ela ficou no dia da abertura das 10 às 18:hrs recebendo os visitantes, com o maior bom humor e sorriso no rosto, sempre dando atenção a quem se aproximava para conversar.
A exposição é uma ótima oportunidade de conferir de perto a produção da artista, suas cores e pinceladas, com especial destaque para o azul marinho e o vermelho 
Leda Maria do Prado também é curadora da galeria ward-Nasse Gallery, localizada na Prince Street, 178 em New York. A galeria trabalha com artistas brasileiros e ela é a grande responsável por isso, pois dá espaço para artista, que de outra forma não poderiam ter trabalhos na cidade, um trabalho muito importante, que deveria servir de modelo para outras galerias ao redor do mundo.

25° Salão de Artes - Crítica Construtiva - A Verdade dói!



Foto de Enzo Ferrara
Por: Enzo Ferrara

Comemorando o Jubileu de Prata o 25° Salão de Artes, promovido pela Associação Comercial de São Paulo, Distrital de Pinheiro, esse ano inova levando a mostra para o Conjunto Nacional, durante o mês de novembro de 2012.
Nesse ano temos a participação da artista Adelaide L. Swettler de Mogi das Cruzes, representando o Grupo Frontispício com a sua obra de Arte Acadêmica.
Não é segredo pra ninguém que fiz duras criticas sobra a organização do evento, criticas que me levaram a não fazer inscrição para participar da edição desse ano, pois já tinha participado no ano passado.
A Primeira questão é o pagamento da inscrição, no ano passado foram R$40,00 e nesse ano R$50,00. Se comemorando 25 edições de exposição a Associação Comercial de São Paulo ainda não conseguiu patrocinadores para manter a exposição, sem que os artistas contribuam com dinheiro, não sei o que estão esperando, talvez mais 25 anos? O fato é que o artista paga pela inscrição, mas a sua obra não tem a menor garantia de participar, por que ela irá passar por uma avaliação feita pelo corpo jurado e só entram na exposição oficial as melhores, com isso eu concordo, procurar o melhor, mas não é ético pagar uma taxa de participação se a minha obra não participará, pois se ela não participou não houve gastos, se não teve gastos, não justifica cobrar dos artistas não participantes, e pela organização e distribuição das obras não deveríamos pagar mesmo.
A questão da Premiação é outro ponto a ser destacado é a premiação. Quando é feita a inscrição o artista tem a oportunidade de se inscrever por modalidade, divididas em três categorias, arte Acadêmica, Arte Moderna e Escultura, mas sempre quem recebe o premio aquisição é a arte Acadêmica, um artista Naïf como eu, ou de uma outra técnica, não tem a menor chance de ganhar um premio aquisição, por que o foco da organização não é esse, se não tenho chance de ganhar o premio aquisição, por que eu tenho que pagar a inscrição para bancar apenas uma modalidade? Isso não é justo e deve ser pelo menos falado.
Analisando outras mostras em 25 anos de evento verifiquei que em 1998 o premio aquisição foi para a obra Natureza morta I do Artista Antonio da Conceição Moraes, em 1999 o premio foi para a obra Mulher Negra da artista Lyssandra Ferreira de Oliveira, em 2001 o premio foi para a obra Sapatos Velhos de Tom Ruthz, em 2002 para a obra Venus da Noite de Sani Arana, em 2004 para a obra Maçãs de Marcio A. Gomes, em 2011 para a obra Girasois, metais e Frutas e em 2012 para a obra Sabedoria de Rico Ribeiro, em comum o que todas elas tem em comum é que são obras na técnica acadêmica. Concordo que a arte acadêmica é mais difícil, por que os artistas demoram mais para aprender, mas a dificuldade da técnica deve ser apenas mais um atrativo de seleção e não regra principal de uma seleção, outros pontos devem ser levados em consideração, como o tema e o suporte.
A Montagem é um outro ponto de crítica, pois as obras ficam umas em cima das outras, e não na altura da vista da maioria das pessoas, como é comum e com mais qualidade para ver os detalhes da pintura, pagar novamente para ver minha obra no rodapé do biombo num canto escuro, não me parece justo.
Questionei  e fiz duras criticas a comissão de Gestão da Mostra junto a Associação de São Paulo em Pinheiros, e a resposta ironicamente é que a Associação não trabalha com arte, não é a principal função dela, e nem deram bola para os pontos em questão, fazendo com que a mostra fique apenas assim o jeito que está, está bem. Se em 25 anos de Salão de artes a Associação ainda não tem a tomada de consciência que ela trabalha com arte sim! Então eu não sei por que ela ainda promove o Salão de Artes, talvez para arrecadar a verba dos artistas, ou para sair bem nas fotos do jornal como uma apoiadora das artes em São Paulo, ou mesmo falar de democratização, mas só para inglês ver, pois fica bem claro que a organização ainda tem muito o que evoluir para colher bons frutos.
O coquetel de abertura foi uma comédia, uma pequena mesa com alguns tira gosto e sucos para 1000 pessoas, o resultado é que muitos tiveram que se acotovelar para pegar um copo de suco e a grande maioria não conseguiu nem se quer chegar perto da mesa, saí de lá pensando e as pessoas pagam para isso! Infelizmente sim.
A conclusão que se chega é que o Salão de artes só brilha a 25 anos por conta Talento  dos artistas, que me parece ser os verdadeiro mantenedores da mostra. Na exposição podemos ver um pouco da identidade cultural do povo Brasileiro, nossa mistura étnica, nossos desafios, nossa alegria e nossas cores. O destaque vai para algumas particularidades como a diversidade humana, cultural e de idade. A visão da cidade de São Paulo estão nas obras das artistas Cristina Carbone com a obra Vista aérea do Mosteiro de São Bento, na obra vista da Sé de Renato Palmuti e na obra de Adinéia Batatinha com a Capela de São Miguel Arcanjo. Os bichinhos também fazem parte da produção de artes visuais, cachorros e gatos são temas constantes na mostra e nesse ano não poderia ser diferente. A obra  Meu Amigo Toby, o artista Hidebaldo Lima Costa retrata seu cachorro de estimação e na alegre obra Os Amigos do artista Padro Vargas, com uma pintura onde um menino abraça um cão amarelo.
Claro que tenho que falar da arte Naïf, pois ela está em todo lugar e na mostra temos três artistas. A artista Emma Bianchini participa com a obra A Vida é Bela, o artista André Cunha com a obra A 1ª Missa, onde tudo começou, obra em que vemos um bel Omar verde, e por ultimo Ivam Torres com a obra frutos da imaginação.
    

Obras destacadas do 25° Salão de Artes da ACSP - no Conjunto Nacional Avenida Paulista

Fotos de Enzo Ferrara

























Feira P/Arte - Paço das Artes São Paulo



Foto de Enzo Ferrara

Por: Enzo Ferrara

No período de 17 a 21 de outubro de 2012 tivemos a oportunidade de trocar experiências, ver novas técnicas e materiais, conferir a obra de novos artistas na Feira P/Arte, montada no Paço das Artes em São Paulo.
A feira, não só expôs as obras de artistas e o material de galeria, mas também houve uma promoção de debates e palestras para ajudar os artistas como as questões que giram no mundo do artista.
Hoje o mercado de arte está mais seletivo e afunilou, mas as oportunidades estão aí, como a copa e as olimpíadas, uma oportunidade única de ter circulando por algumas regiões um público de fora do país, que consome de tudo, inclusive arte, porém não estamos tão preparados para aproveitar melhor essas oportunidades tão raras. Eventos como a Feira P/Arte é uma ótima oportunidade para qualificar e analisar os principais pontos da produção, divulgação e comercialização da produção artística brasileira.
Temas como a Trajetória do artista, prêmios, circuitos itinerantes, linguagens poéticas, como falar de arte com crianças, as questões do público e do privado, ações para a construção de circuitos artísticos no Brasil, a arte e o mercado, com a oportunidade de conferir relatos de dois galeristas e um colecionador, o território livre, grupos de estudo, ateliê coletivos e espaços experimentais de artes visuais em São Paulo, mercado e a arte brasileira ganha o mundo, comprometimento e dúvidas. Houve também oficinas de criação para crianças a partir de 5 anos de idade.
Tivemos a participação de algumas revistas, que trabalham com o tema arte. O destaque vai para as revistas ARTE!Brasileira e Vila Cultural. Ter revistas que trabalham com arte no Brasil é muito importante, pois dependendo do tipo de arte é muito difícil para a própria revista se manter, conseguir patrocinadores, que é na verdade o que mantém uma revista de fato, são os anúncios que trazem o dinheiro que a revista precisa para se mater.
No caso das galerias, selecionei três galerias em especial, não foi aleatoriamente, por que as galerias em questão tem um espaço especial para a arte popular e Naïf. A Galeria Estação/Estação São Paulo, que fica na rua Ferreira de Araujo, 625, Pinheiros em São Paulo, a galeria de Babel Black, localizada na rua Paes de Araújo, 77, Sala 5, Itaim Bibi em São Paulo e por último uma que venho de Longe a Galeria Tina Zappoli, localizada na rua Paulino Teixeira, 35, Rio Branco, Porto Alegre Rio Grande do Sul.
Um detalhe curioso foi encontrar jovens artistas, que são cada vez mais raros nas exposições, participando da feira, um artista que me chamou a atenção foi o QAZ que levou para a feira obras de produção de rua como o Graffiti e materiais inovadores, como os painéis feitos com lona usada de caminhão, com o típico colorido brilhante do graffiti o artista é representande de uma nova geração. Outros artistas também participaram da feira, destacamos alguns nomes como Smithi, Oscar Cruz, Virgílio, Murilo Castro, Pilar, Joh Mabe, Mônica Figueiras, Eduardo Machado e Patrícia Costa.
Vamos aguardar a próxima edição da Feira P/Arte no ano que vem e quem sabe a gente participa dela também, afinal temos sempre a oportunidade de fazer a troca de experiências com outros promotores de arte no Brasil.

domingo, 11 de novembro de 2012

Um ser chamado ARTISTA.


Mário Sérgio De Moraes
Quando o prefeito Marco Bertaiolli indicou o artista Mateus Sartori como futuro Secretário de Cultura imaginei a seguinte cena: o prefeito, em um jogo de basquete, saltando com a bola, antes da linha de três metros, e arremessando... Suspense! Ouvi: chuaaa... Cesta de três pontos. Parabéns! Agora, é partir para a galera comemorando o feito. Legal!
Muitas vezes nesta coluna elogiei o artista Mateus. Primoroso. Repertório musical muito bem escolhido - nada demagógico - acompanhado de diversos músicos que entendem do ofício. Mas, antes de tudo, sua voz ressoa como um recital: precisa, em um tom adequado e com uma interpretação original. Algo confessional, próxima, a uma modulada declaração de amor pela canção. Nada estridente e aeróbico como os ditos cantores de agora.

Este seu gosto refinado desdobra-se em um bom produtor cultural. Muitos sabem do seu empreendedorismo na criação da "Quarta Feira Nobre", realizada no Mogi Shoppping. Sempre indicando um mesmo perfil de exposição: artistas jovens, talentosos, uma mistura de música popular com a clássica. Como Tom Jobim aconselhava a outros: sejam ´eruditizinhos´. Sem dúvida, Mateus já fazia um trabalho pedagógico em favor da nossa cultura.

Agora, com os pontos consignados pelo prefeito, o seu desafio maior é o de criar uma política cultural na Secretaria de Cultura. Torço por ele. Por uma evidência muito simples (não é simplista): está preparado para dar um impulso a este setor. Como? Creio que terá, tendo cautela, o apoio do setor artístico. Entende e quer ser propositivo nos percalços que estes produtores têm sofrido ao longo do tempo. Também entende que a arte não pode ser entendida como enfeite de bolo (aliás, nos seus CDs isto jamais aconteceu!) para a "diversão" de muitos ´babantes´. Ao contrário: Cultura é, principalmente, um trabalho de conscientização estética em prol da cidadania participativa.

Finalmente, creio que terá a seu dispor verbas e competência para conseguir recursos do governo federal e estadual. Então, a partir de janeiro, mãos à obra. Finalmente, uma dica ao futuro secretário. Caminhe sempre no sentido propositivo, longe de discursos fechados, encastelados, receosos de ouvir a todos.
É bom pensar em uma frase linda de Carlyle: "A grande lei da Cultura é esta: deixar que cada um se torne tudo o que foi criado, capaz de ser".

sábado, 10 de novembro de 2012

SESC EM PIRACICABA









ULTIMOS DIAS NO SESC PIRACICABA PARA PODER APRECIAR AS OBRAS NAIFS DO BRASIL,MOGIANOS CONFIRAM ZETI MUNIZ E ENZO FERRARA ATÉ 09 DE DEAEMBRO DE 2012, A BIENAL VOLTA SÓ EM 2014.PRESTIGIE A 11ª BIENAL NAIFS DO BRASIL EM PIRACICABA/SP.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ESPERANÇA JOVEM


Nova gestão
Bertaiolli anuncia novo secretariado
Um dos destaques do novo secretariado fica por conta de Mateus Sartori, que assume a pasta da Cultura
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Bertaiolli reunido com novos secretários: entre as novidades, o cantor e produtor Mateus Sartori
O prefeito de Mogi das Cruzes Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) anunciou ontem os novos nomes do secretariado para a gestão 2013 a 2016. Os destaques vão para o cantor e produtor cultural Mateus Sartori, que assumiu a secretaria de Cultura, e para o professor José Luiz Freire de Almeida, que fica responsável pela Secretaria Municipal de Relações Institucionais, que terá como um dos setores de ação a Ouvidoria do município. O prefeito deve anunciar as próximas mudanças nos próximos dias.

Mateus Sartori tem 34 anos e deve assumir a secretaria no lugar de José Luiz Freire. O cantor é graduado em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e formado em Regência Coral e Canto Erudito pela Escola Municipal de São Paulo e em Regência Coral pela Universidade Livre de Música Tom Jobim. "Fiquei muito surpreso com o convite, mas muito lisonjeado também. Terei como prioridade a democratização da cultura, levar pontos de cultura aos bairros", disse o novo secretário. Segundo o prefeito, além de ser jovem, o artista pode colaborar com Mogi, já que tem experiência em desenvolver projetos com a Lei de Incentivo Cultural, e a Lei Rouanet.
Já Almeida vai assumir a Secretaria Municipal de Relações Institucionais que terá como principal objetivo coordenar a criação do Plano de Metas Mogi das Cruzes 2040, que traça os objetivos da cidade para as próximas décadas, impedindo que o plano seja alterado conforme a mudança dos partidos no poder da administração municipal. "É uma grande responsabilidade porque essa secretaria, na verdade, é a Ouvidoria de Mogi, maior. O serviço deu muito certo e vamos expandir isso", detalhou o prefeito.
"É uma secretaria importante, que chega com um volume muito grande de trabalho e de muita responsabilidade a ser feito. Mas eu tenho experiência na secretaria de Assistência Social, na de Cultura e como dirigente de Ensino, e isso me dá embasamento para identificar as necessidades", disse Freire.
Volta para a secretaria do Verde e Meio Ambiente, Romildo Campello, que ajudou a implantar a pasta e a Ouvidoria. "Nosso principal desafio será a questão do lixo, além da arborização da cidade. Temos bastante trabalho pela frente", disse.

Na secretaria municipal de Gabinete da Prefeitura, continua Luiz Sérgio Marrano, tendo Neusa Marialva como adjunta. A jornalista Ana Figueiredo também continua na Coordenadoria de Comunicação Social.

AV.PAULISTA TEM EXPO







NOSSA ARTISTA ADELAIDE, FAZ MOSTRA NO CONJUNTO NACIONAL ATÉ 17 DE NOVEMBRO DE 2012.

BIENAL NAIFS DO BRASIL