Imagens de Enzo Ferrara
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Exposição Anos 90 (90’s) - Geração 90
Exposição Anos 90 (90’s) - Geração 90
O
Que Foi mostrado/ O que não foi dito
Exposição
de Acervo da Pinacoteca de São Bernardo do Campo
Período
de Visitação: de 24/11/2012 à 03/01/2013
Funcionamento:
De Terça a Sábado, das 9h às 17h (Quinta até 20h30)
Endereço:
Rua Kara, 105, Jardim do Mar, São Bernardo do Campo.
Referência:
Próximo ao Vera Cruz e a Cidade da Criança.
Fone:
(11)4125.4056/4125.2466
Email:
pinacoteca@saobernardo.sp.gov.br
Imagens
de Enzo Ferrara
Por
Enzo Ferrara
Estive
recentemente na Pinacoteca de São Bernardo do Campo no dia 24 de novembro de
2012, para visitar a abertura da exposição dos anos 90 e tive a oportunidade de
ver o que de melhor foi produzido na região do Grande ABC naquele período. A
exposição foi bem planejada e montada, tanto que é possível, através da
exposição, verificar o que mais de importante aconteceu na sociedade brasileira
no período anterior, na década de 1990 e o que ela contribuiu para a produção e
evolução das artes plásticas na década seguinte, a dos anos 2000 e até mesmo no
contemporâneo. Questões como o pedido das diretas já, ocorrido na década
anterior, resultando na primeira eleição direta para presidente do Brasil, já
nos anos 90, o impacto do plano real na produção artística, o migrante oriundo
das várias regiões do Brasil, levando sua cultura para os grandes centros urbanos
e tentando manter um pouco da sua cultura de raiz através da arte e muitas
outras questões.
A
exposição é bem variada tanto no suporte como nas mais variadas técnicas, da
pintura, colagem, fotografia, arte Naïf e obra tridimensional.
Claro
que eu, como artista Naïf, gostei mais do que tem um dialogo com a minha
produção, caso das obras de Climério Moraes, pelos temas de gostos populares, o
colorido e a vivacidade das obras. Destaco também a obra Diretas já de 1984,
pintada pela artista Mari Moraes, não por acaso, eu nasci em 1984, quando
aconteciam as reuniões e movimentos populares pedindo as eleições diretas para
presidente e para todos os cargos, algo conquistado apelas no final dos anos 90
e também porque eu estou produzindo uma tela com o mesmo título, mas com um
tema bem diferente, onde eu retrato a ação das diretas já que ficou marcada
como a mais popular, o Show em frente a Igreja da Sé, coração de São Paulo em
1984. Cada exposição que a gente visita, mesmo aqueles que não são artistas,
encontramos algo que tem a ver com a nossa própria historia, ao qual nos
identificamos, criando assim a tão fomosa identidade cultural e visual do povo
brasileiro, que tanto falo, em todas as oportunidades.
Estão
participando da exposição, obras dos artistas Agda Carvalho, A. Cabrini,
Antonio Cesar Scopel, Carmen Novo, Chirinéa, Climério Cordeiro, Dumas Ferri,
Henrique Hammler, Jeferson Thomazelli, Luiz Gonzaga, Marbé, Marcio Fidelis,
Maria Moraes, Orbedelli Gonzagto, V do Cachimbo e Ziel.
Pinacoteca de São Bernardo do Campo
Imagens
de Enzo Ferrara
Em
1975, um decreto criou a Pinacoteca de São Bernardo do Campo,
institucionalizando o acervo que já vinha sendo reunido desde o final da década
de 1960. Em 1980, o mesmo foi instalado em sua primeira sede, o Centro Cultural
do bairro Assunção, e ampliado com uma nova série de obras de vários grandes
artistas brasileiros. De lá para cá, o acervo continuou sendo ampliado,
principalmente por meio de doações e aquisições de obras premiadas nas edições
do Salão de Arte de São Bernardo do Campo (promovida pela ASBA/ Associação
Sambernardense de Belas Artes), Salão de Arte Contemporânea e do Salão de Arte
do grande ABC.
Destacamos
nele, pela sua importância e representatividade, a coleção de arte popular e a
coleção de arte do Grande ABC. Com a criação, em 1990, do Núcleo Henfil de Ação
Cultural, essas obras passaram a contribuir para um movimento de formação,
difusão e estímulo à produção cultural que foi marcante no início da década.
Esse acervo, que esteve precariamente guardado no Espaço Henfil de Cultura por
vários anos, agora se encontra em sua nova sede, no edifício do antigo Fórum
Municipal, reformado e adequado para instalar a Pinacoteca.
Em
sua nova e definitiva sede, a Pinacoteca dispõe de dois amplos salões de
exposições e reserva técnica do Acervo no andar superior e, no piso térreo,
encontramos as dependências modernas e aconchegantes da Biblioteca de Arte, o
Auditório, onde também funciona o Cineclub Fotogramas, o laboratório
fotográfico e as salas de aula, onde são oferecidos cursos e oficinas.
No
Lado de fora encontramos o Jardim das Esculturas, que é um conjunto de obras
tridimensionais do acervo permanente e expostas ao público na área verde em
torno do edifício da Pinacoteca. È formado por 16 esculturas criadas pelos
artistas Antonio Vivancos, Arayr Ferrari, Caciporé Torres, Di Grado, Duílio
Galli, Iracy Nitsche, Lúcio Bittencourt, Márcio Fidelis, Moraes, Orbedelli,
Paula Urger, Ricardo Negraes, Silvio Ghiberti e Eugênio Prati.
Inaugurado
recentemente a Pintura da fachada Lateral da Pinacoteca, incorporou ao seu
acervo a três pintura de Grafitte.
Hoje
a Pinacoteca de São Bernardo do Campo reúne em seu acervo 1.186 obras de 458
artistas, alguns deles sendo considerados os mais importantes da arte
brasileira da atualidade.
Parabéns
a cidade de São Bernardo do Campo, por ser a pioneira na Região do Grande ABCD
a criar e manter um espaço dedicado a proteger, preservar e dar acesso ao rico
universo das artes visuais do Brasil.
Um exemplo a ser seguido por outros municípios.
Funcionamento:
De Terça a Sábado, das 9h às 17h (Quinta até 20h30)
Endereço:
Rua Kara, 105, Jardim do Mar, São Bernardo do Campo.
Referência:
Próximo ao Vera Cruz e a Cidade da Criança.
Fone:
(11)4125.4056/4125.2466
Email:
pinacoteca@saobernardo.sp.gov.br
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Enzo Ferrara no MIAN (Museu Internacional de Arte Naïf) do Rio de Janeiro
Foto de Enzo Ferrara
Dados da Obra:
Autor: Enzo Ferrara
É com enorme orgulho e satisfação que comunico que uma das minhas obras foi aceita para integrar o acervo do MIAN (Museu Internacional de Arte Naïf) do Rio de Janeiro. Um marco na minha carreira e na minha vida. A Obra escolhida é a tela Tempo de Liberdade, o primeiro nu de homem negro da história da arte Naïf nacional.
Dados da Obra:
Autor: Enzo Ferrara
Título:
Tempo de Liberdade
Ano:
2010/2011
Técnica:
Acrílica sobre tela, com resina
Dimensão:
50 x 70 cm
Obs:
Tela com Moldura na Cor Azul Turquesa
O
Azul da moldura tem um significado, o Azul é a cor universal da Liberdade.
É com enorme orgulho e satisfação que comunico que uma das minhas obras foi aceita para integrar o acervo do MIAN (Museu Internacional de Arte Naïf) do Rio de Janeiro. Um marco na minha carreira e na minha vida. A Obra escolhida é a tela Tempo de Liberdade, o primeiro nu de homem negro da história da arte Naïf nacional.
A
Obra em questão é o primeiro nu de homem negro da história da arte Naïf
nacional, traz como pano de fundo a paisagem da Cidade do Rio de Janeiro, num
ponto muito conhecido, principalmente por matérias de jornal, a Igreja da Penha
com Parte do Complexo do Alemão e Penha. A pintura retrata o interior de uma
sala, onde a janela se abre e podemos ver a comunidade num fim de tarde. O
modelo repousa sobre um sofá de veludo vermelho, no chão podemos ver um tapete
de Araiolos, na parede direita uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, do lado
esquerdo a reprodução da Escultura o Brasileiro, e um conjunto de Baianas,
inspirado na Obra de Djanira, tudo é calma e paz, um gato branco também dorme
tranqüilo no guarda corpo da janela. A mensagem da obra é o tempo de liberdade,
da comunidade livre da violência, onde agora o povo tem liberdade até mesmo
para tirar a roupa dentro de casa e ficar de janela aberta depois de um dia
quente de verão.
Pintei
a obra assim que o Morro do Alemão foi ocupado pela Polícia e pelo Exercito, eu
vivi até os meus 20 anos numa comunidade também violenta, que é o Morro da Vila
Suíça em Santo André, sabia na pele o medo e a preocupação das pessoas que ali
viviam, mas o resultado foi a pacificação da comunidade e hoje ela tem a
liberdade de fato e rendeu ainda um quadro.
O
Quadro já participou de várias mostras, com destaque para o Mapa Cultural
Paulista, etapa municipal, e na Exposição Olhos Naïfs, comemorativa de 18 anos
de carreira do autor.
A Obra é um presente a cidade do Rio de Janeiro, cidade que com
freqüência eu retrato nas minhas obras, e nenhum local seria melhor do que o
MIAN, principalmente para que ela fique acessível para todos.
Campanha - Para manter o MAP de Diadema de Portas Abertas - participe
Foto de Enzo Ferrara
Sobre cultura Afrobrasileira
Sobre cultura Afrobrasileira
O
MAP (Museu de Arte Popular) de Diadema corre o risco de fechar as portas.
Com
a troca de Prefeito, o convenio com a prefeitura pode não ser renovado, e a
nova administração pode entender que o acervo do MAP, não tem o perfil do
município.
Começa
aqui uma mobilização para manter o MAP de Portas Abertas.
Encontramos
no Acervo do MAP obras de Chico da Silva, Waldomiro de Deus, da Família Silva,
de Artistas do Alto Tietê Como Nerival Rodrigues, Enzo Ferrara de Andrade e
José Neves de artistas do Nordeste como Mestre Jerônimo.
A
Arte Afrobrasileira faz parte do Acervo, que também promove ações culturais
para dar acesso a outras culturas como a Indígena e a Cigana, com isso o MAP,
não é apenas e só um museu da cidade de Diadema, mas um Patrimônio Cultural do
Brasil.
Se
Você concorda em Marter0 o MAP de Portas Abertas, envie um email para o
endereço abaixo, ele fará parte de uma ação junto ao meios virtuais e a um
abaixo assinado, fale e se manifeste sobre os motivos de manter um museu assim
aberto, pois já temos tão poucos museus abertos e ainda mais um tão específico,
como um museu voltado para a arte popular, que inclui os artistas e a
população.
Indicação
do Email MAP (Museu de Arte Popular) de Diadema
Exposição Os Silva - MAP (Museu de Arte Popular de Diadema) - Espaço Democrático
Foto de Enzo Ferrara
Texto de Enzo Ferrara
Texto de Enzo Ferrara
Exposição
Os Silva
O
Centro Cultural de Diadema, onde encontramos o MAP (Museu de Arte Popular ) é
um espaço democrático, através de ações culturais, ele expões o que de melhor é
produzido na cidade e na região do ABCD, promove intercambio com outras regiões.
O Material produzido e exposto promove reflexão e gera opinião.
No
Mês de Novembro, em que comemoramos no dia 20 o dia da consciência Negra, o MAP
promove a exposição Os Silva, uma mostra da produção de artistas que são irmãos
e que representam através de seu trabalho a arte popular, Naïf e a cultura
Negra no Brasil.
João Candido Silva, E. Rosária Silva e Vicente de Paula são Irmãos da Tão Famosa artista Naïf Maria Auxiliadora Silva (1935-1974), uma referência da História da arte Naïf nacional. Talvez os irmãos não saibam, mas eles representam também uma pagina importante da história da arte naïf nacional.
João Candido Silva, E. Rosária Silva e Vicente de Paula são Irmãos da Tão Famosa artista Naïf Maria Auxiliadora Silva (1935-1974), uma referência da História da arte Naïf nacional. Talvez os irmãos não saibam, mas eles representam também uma pagina importante da história da arte naïf nacional.
A
Produção e as informações de produção de arte naïf na Pintura, que muito comum
ser passada de irmão para irmão, ou de pai para filho, num convívio familiar,
algo que vemos na produção das cerâmicas figurativas do Alto do Moura, pelos
herdeiros de Mestre Vitalino, pelos descendentes de Isabel Mendes da Cunha, em
Santana do Araçuaí, Vale do Jequitinhonha, e do pintor Waldomiro de Deus e Sua Mulher, podemos
ver também na relação da família Silva com sua produção.
Os
Temas vão de Plantação, vida no campo, trabalho na lavoura, a vida nas
periferias, a favela, as cores afrobrasileiras, o futebol, temas religiosos
como o São Jorge, folclore, a liberdade da escravidão, a miscigenação do povo
brasileiro, as brincadeiras de infância. Destaque para a utilização da escrita
na obra de Conceição silva e a escultura de João Candido Silva
Quem
quiser conferir a Exposição ainda dá tempo:
Visitação: de 02/11 a 24/11/2012 de
Terça a Sexta
Horário: 10h às 19h
Aos Sábados, das 13h às 18h
Endereço: Rua Graciosa, 300, Centro de
Diadema, SP
Referência: Ao Lado da Praça das Moça,
próximo ao terminal de Diadema
Fone: (11)4051.5408
Homenagem:
Maria Auxiliadora Silva (1935-1974)
Tenho
uma enorme admiração pela artista e pela obra de Maria Auxiliadora, quando olho
para trás é ela quem eu vejo. A artista Naïf era Negra, Mulher, Empregada
doméstica, pobre, e analfabeta, conseguia reunir em sí mesma todos os
seguimentos sociais, que por séculos foram jogados a margem da sociedade, com
isso ela tinha tudo contra ela, tudo para fracassar, mas ela não esmoreceu, foi
a luta, pintou nos primeiros anos de exposição na Praça da República em São
Paulo, nos anos de 1960, e foi também uma das primeiras a ir para movimentar as
ações culturais em Embú, que ainda não era das Artes, procurou por toda vida se
alfabetizar, e tudo que ela fez contribuiu para que muitas galerias abrissem as
portas para os artistas Naïfs. O Resultado pode ser conferido até hoje, ainda
temos a exposição na Praça da República e Embú das Artes Transborda cultura por
todos os lados.
Por
Enzo Ferrara
Encontrei
um texto de Lucien Finkelstein, que ilustra muito bem quem era a Artista.
Que
dizer de uma pintora que arrancava os cabelos da própria cabeça para colocar
nas cabeças dos personagens que pintava? Os Quadros dessa Mineira de Campo Belo
tinham muito mais que isso.
Em
sua preocupação Naïf de “Dizer Tudo” numa só tela, Maria Auxiliadora Silva
compensava a falta de técnica para criar a terceira dimensão, com recursos
ingênuos: Suas mulheres tinham seios e nádegas reais, protuberantes, feitos de
uma massa grossa aplicada sobre a tela.
A
pintora era quarta filha de uma família pobre de dezoito irmãos. Sua mãe,
entalhadora de madeira, estimulava os filhos a se expressarem por meio da arte,
fosse esculpindo madeira, bordando ou pintando. Assim, Maria Auxiliadora
desenhou desde criança, com qualquer material que lhe caísse nas mãos: Carvão,
lápis, tinta....
Os
Trabalhos da Família eram postos à venda aos domingos na Praça da República, em
São Paulo. Lá, Maria Auxiliadora começou a mostrar seus primeiros quadros.
A
Partir de 1968, se dedicou exclusivamente à pintura. Chegou a participar de um
grupo de artistas Afrobrasileiros, que se reuniam na cidade Paulista de Embu,
para preservar as raízes da arte Negra.
Antes
disso, a pintora trabalhou por muito tempo como empregada doméstica, passadeira
e bordadeira. Essa última ocupação se reflete em seus quadros, no cuidado
especial de bordar os vazios, enchendo de flores e folhas, enfeitando as roupas
com mil detalhes, rendinhando as cortinas, anáguas e mangas, tudo de maneira
minuciosa.
Suas
telas representam divindades e rituais do candomblé, trabalhos do campo e cenas
da vida urbana. São marcadas por personagens femininas, com contornos
exuberantes, sensuais e de um colorido muito forte.
Por
seu talento, Maria Auxiliadora encantou o Cônsul Americano em São Paulo, Werner
Arnhold, que a conheceu na Praça da República, ainda em 1967. O Diplomata
promoveu sua primeira exposição individual, no próprio consulado dos Estados
Unidos.
O
sucesso nacional e Internacional veio logo, marcado por várias exposições. A
Pintora Chegou a merecer um livro de Pietro Maria Bardi, Crítico de Arte e
incentivador de vários Naïfs Brasileiros.
A
vida de Maria Auxiliadora, porém foi tão breve quanto marcante: Pintou no
período entre seus 32 a 39 anos de idade, quando faleceu de Câncer pulmonar.
Nos últimos meses de vida fez várias telas representando a própria morte, seu
velório e enterro. Sua passagem pela História da Pintura Naïf Brasileira foi
como um cometa fulgurante e cheia de cores.
Exposição: Os Silva - No MAP - Museu de Arte Popular de Diadema SP
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