FRONTISPÍCIO DAS ARTES

A arte começa onde a imitação acaba. Oscar Wilde

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Inscrições para o Salão de Artes Visuais de Vinhedo

começam em junho

Artistas de todo o país podem participar do Salão de Artes Visuais que a Prefeitura de Vinhedo, 

por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, promove nas categorias pintura, desenho, 

fotografia, gravura, escultura e instalação. As inscrições serão aceitas entre os dias 3 e 28 de junho. 

A exposição será de 15 de agosto a 14 de setembro. 

Arquivo PMV

Para participar, os artistas
devem preencher a ficha
de inscrição, acrescentar
 um breve currículo, cópia
do comprovante de
endereço, comprovante do
depósito bancário
(R$15 em cada
categoria) e, no mínimo,
uma foto em cores de
cada obra inscrita, com foco,
sem brilho, tamanho mínimo
20x25, impressa em papel
fotográfico.Cada artista pode inscrever até três obras em quantas categorias quiser.
Nas fotos, o artista deve acrescentar seu nome e telefone para contato com DDD,
nome da obra, técnica empregada, dimensões, ano de execução, valor e assinatura.
 No caso de instalação, o artista deve apresentar no mínimo três fotos em ângulos
diferentes,uma breve descrição do trabalho e croqui com a área necessária para a
montagem.

Os interessados podem optar pela impressão da ficha de inscrição no site da Prefeitura de
 Vinhedo (www.vinhedo.sp.gov.br) e entregar o material pessoalmente no Centro Cultural
Engenheiro Guerino
Mario Pescarini, na Rua Monteiro de Barros, 101, Centro de Vinhedo, de segunda à sexta,
das 9h00 às 17h00 e aos sábados, das 9h00 às 12h00 ou enviar pelo correio. Essa é a
opção para artistas de outras cidades, que devem imprimir a ficha de inscrição pela internet
e encaminhar as informações solicitadas em nome da Secretaria de Cultura e Turismo de
Vinhedo, no endereço acima,
CEP 13.280-000.

Os artistas selecionados serão informados por telefone a partir de 17 de julho e deverão
entregar a obra até 2 de agosto no endereço acima.
A Prefeitura de Vinhedo, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, destina R$20 mil
para a aquisição de obras dos artistas selecionados. Essas obras são incorporadas ao acervo
artístico da Prefeitura de Vinhedo, hoje formado por mais de 200 obras adquiridas desde
1995 no Salão de Artes Visuais. 164 dessas obras estão expostas em uma sala reservada
para exposição permanente do acervo no Centro Cultural Engenheiro Guerino Mário
Pescarini, na Rua Monteiro de Barros, 101, centro, além de decorar várias paredes do local.
As obras ficam à disposição para visitação de segunda à sexta-feira das 8h30 às 17h00
com entrada franca.
No ano passado, o Salão de Artes Visuais de Vinhedo apresentou 76 trabalhos de artistas de
 várias cidades. Sete obras foram adquiridas pela Prefeitura para o seu acervo.
Para imprimir a ficha de Inscrição, CLIQUE AQUI.

terça-feira, 19 de março de 2013

MINISTRA CANCELA ANÚNCIO E VISITA EM MOGI.



Ministra virá a Mogi para encontro com prefeitos da Região e artistas, que vai discutir implementação do Vale-Cultura 

Assegurar a continuidade das iniciativas públicas de cultura como “políticas de Estado”, levando-se em consideração alguns princípios como a diversidade das expressões culturais, universalização do acesso aos bens e serviços culturais, fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento, autonomia das instituições da sociedade civil, entre outros. Essas são as metas do Sistema Nacional de Cultura que deve ser explicado e divulgado no próximo dia 9 de abril pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, que deve vir a Mogi das Cruzes para um encontro com os prefeitos da Região e classe artística.
A visita, que está sendo articulada pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê (Adrat), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, ainda não tem local certo para acontecer e tampouco um horário porque depende da agenda de Marta que, atualmente, está em viagem internacional.
“Estamos discutindo os detalhes com a assessoria da ministra, mas o encontro será importante para que possamos falar sobre o desenvolvimento de projetos culturais para a Região, com uma visão de negócios mesmo e a participação dos municípios do Sistema Nacional de Cultura é necessária, inclusive, para a obtenção de recursos”, explica a presidente da Adrat, Heloize Campos. (Sabrina Pacca)

terça-feira, 12 de março de 2013

Artistas e Convidados, Criadores do Acervo Sem Paredes

Foto de Enzo Ferrara
Imagem: Artistas presentes na oficialização de criação do Acervo Sem Parede
Local: CECAP, Mogi das Cruzes/ SP
DATA: Fundado em 04/ 03/ 2013

Imagens de obras que estão no Acervo Permanente do Acervo Sem Parede

Atualmente o Acervo Permanente Guarda obras de arte feitas por artistas como Nerival Rodrigues, Carmela Pereira, Carlos Arena, Maurício Chaer, Lúcio Bitencourt, Nico Pereira, Meire Lopes, Selma Ginez, Josinaldo, Verah Salgado, Luiz Oliveira (L. Luzolli), Zeti Muniz, D. Celeste, Djair Alexandre, Kewedy Bahia, Marco Aurélio de Almeida, Athaide e artistas Anônimos da região de Santo André e Salvador na Bahia. Logo em seguida veja as imagens de algumas obras do Acervo Sem Parede:


















A Arte Atrapalha, ou incomoda por que faz o povo pensar?

 

Ata da Reunião:

Local: CECAP (Centro Cultural Antonio Pinhal/ Colégio de Arquitetos)

Rua: Boa Vista, 108, Centro de Mogi das Cruzes/ SP

Data: 04 de Março de 2013

Período da Reunião: 19:00 às 22:00 Horas

Assinatura das Testemunhas:

 

Foi criado oficialmente o Acervo Sem Parede, com as assinaturas de testemunhas Enzo Ferrara, Frans Paulo Swettler, Adelaide L. Swettler, Nerival Rodrigues da Silva, Claudio Assis Leme, Paulo Donizeti Muniz de Queiroz,Luís Felício, Auro Malaquias dos Santos, Maria Lourdes da Silva, Lindaura M. Fuga, Alexandre José Mendes, Leis Folici e José Batista Oliveira. 

Falamos sobre o pedido para utilização do Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes para fazer a primeira exposição oficial do Acervo Sem Parede. O ofício foi protocolado na Câmara Municipal em 04 de Fevereiro de 2013, com o código CM 0131 04 Fev’13 16:56.O pedido foi indeferido:
 
A Resposta dada pela Cerimonial da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes:

“A Exposição vai atrapalhar as atividades da Câmara Municipal, pois Baners são Fixados nas paredes, e o espaço vai passar por reformas, sendo aberta uma porta para o estacionamento, extinguido assim o espaço cultural, ainda foi falado que o descritivo não estava completo, mesmo seguindo um anexo descritivo. O Cerimonial ainda se justificou dizendo que a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes não tem um departamento responsável por organizar exposições, mesmo tendo um espaço cultural, dizendo também que a Câmara não tem o interesse de promover exposições durante o período de um mês por considerar um tempo muito longo para utilizar o espaço, houve uma orientação de procurar outros espaços, dizendo que é obrigação da prefeitura municipal oferecer espaços e não da Câmara”

Resposta dos artistas: revolta pela resposta da Câmara Municipal de não receber bem a proposta de exposição, para dar acesso a cultura para população, e procurar realmente outros espaços para levar o Acervo Sem Parede, inclusive em outros municípios da região.

A Proposta é tentar promover numa das faculdades de Mogi das Cruzes.

 

Foi passado um breve descritivo histórico de como o Acervo Sem Parede foi criado e o plano Museológico, com linha do tempo, previsão para que ele tenha um CNPJ e busque um local físico para implantação de um futuro museu que atenda a demanda da Região do Alto Tietê.

 

Falamos do plano de trabalho e diálogo junto ao município de Guararema, onde o grupo de Artes Frontispício pretende levar exposições, por considerar o município com grande potencial de desenvolvimento na área da cultura, por ser uma cidade voltada para o turismo.

 

Comentamos sobre a conquista da criação do MAR (Museu de Arte do Rio), dizendo que é uma referencia e que deveria ser um exemplo para outras prefeituras do Brasil.

 

Informamos que Sete artistas do Grupo de Artes Frontispício vai promover a Exposição “ As Cores da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes” no MAP (Museu de Arte Popular de Diadema), e plano de trabalho de levar uma exposição comemorativa de 5 anos de aniversário de criação do grupo de artes Frontispício para a Região do ABCD.

 

Informamos sobre o resultado da Reunião com o atual Secretário de Cultura de Mogi das Cruzes, Mateus Sartori, falando que foi positivo, pois fomos muito bem recebidos e ouvidos por parte da Secretaria de Cultura e negativo no sentido de praticas culturais, pois novamente a secretaria disse não ter dinheiro para promover atividades.

 

Falamos sobre o conselho, se houver um representante por parte dos artistas plásticos, ele deve estar vinculado com uma organização civil, como Ong, Ponto de Cultura, Associação, e que o futuro conselheiro representativo das artes plásticas terá muitos desafios dentro do Conselho Municipal de Cultura, que é quase um trabalho voluntário, com muito por fazer.

 

Foi informado que o CECAP (Centro cultural Antônio Pinhal) vai promover ao longo do ano de 2013 exposições de duração de um Mês, coletivas e individuais. O artista Zeti Muniz fica responsável por organizar a agenda de exposições junto aos artistas. 

Foi tirada uma foto coletiva com os artista que participaram da reunião, para documentar o momento de Maturidade e Independência dos artistas plásticos de Mogi das Cruzes, diante ao desafios da área da cultura atual. Foi um momento histórico de criação do acervo e tomada de conhecimento do plano de trabalho para os próximos anos. 

Foi informado que o espaço vai receber reuniões todas as primeiras segundas de cada mês para debater o andamento das atividades culturais do Grupo de Artes Frontispício, da Cidade e na Região. 
Veja o plano museológico e um Breve Histórico.
 

Breve Histórico do Acervo Sem Parede

 

A Formação do Acervo Sem Parede tem início no ano de 2010 com a realização da II Expo Tieteìsmo em Suzano / SP, promovida pelo grupo de Arte Frontispício em parceria com a Secretaria de Cultura de Suzano. Na ocasião foram incorporadas ao Acervo particular do Artista Responsável pela guarda do Acervo, duas obras importantes: Uma Cerâmica feita pelo artista Wagner Zaramello e a escultura Tango de Lúcio Bitencourt, a partir de então o grupo passou a promover exposições em outras cidades da região do Alto Tietê, ABCD Paulista e interior do Estado de São Paulo. O Segundo momento importante da formação do Acervo foi a exposição “Cores de São Paulo”, promovida no Museu Histórico de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa, foi um momento muito importante de intercâmbio cultural entre as duas regiões da grande São Paulo, estreitando o relacionamento do acervo com importantes instituições daquela região como a Pinacoteca de São Bernardo do Campo e o MAP (Museu de Arte Popular de Diadema/SP). Estava claro que a região do Alto Tietê tinha uma deficiência na oferta de exposições, principalmente por não ter um espaço físico, um museu ou pinacoteca.

O terceiro momento importante para a criação do Acervo sem parede foi uma ação cultural, que deu acesso e incluiu a população de Mogi das Cruzes ao Acervo. Em agosto de 2012, aconteceu a primeira exposição em que foi utilizado o nome oficial de Acervo Sem Parede. Na ação cultural da Quadra de Basquete da Vila Industrial de Mogi das Cruzes.

Paralelamente o grupo de Arte Frontispício já realizava reuniões de organização com o objetivo criação de um Museu ou Pinacoteca em Mogi das Cruzes. As reuniões aconteceram entre 2011 e 2012 no CECAP (Centro Cultural Antônio Pinhal) em Mogi das Cruzes.

Na data de 21 de outubro de 2012, o CECAP recebeu uma reunião oficial do SISEM/SP (Sistema Estadual de Museus do Estado de São Pulo), a reunião contou com a participação de representantes das cidades de Santo André e ABCD Paulista, Mogi das Cruzes, Poá, Guarulhos, Suzano, Guararema e Biritiba Mirim e importantes representantes de organizações sociais voltadas para área da Cultura e Desenvolvimento como a empresa Gaia Brasil (elaboração de Projetos para a área da cultura) e ADRAT (Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê).

 

Plano Museológico:

 

Após a realização da Reunião com o SISEM/SP começa a ser elaborado o Plano Museológico para a criação oficial do Acervo Sem Parede, como a catalogação das peças do Acervo, registro, pesquisa dos artistas produtores das obras, incorporação definitiva de obras dos artistas que enviaram propostas de doação, criação de contatos como email e perfil no Facebook e o logotipo oficial do acervo, a caneca com pincéis.

Atualmente para ter acesso ao Acervo Sem Parede só é possível de forma permanente através do Perfil no Facebook, onde contém um breve histórico e fotos das principais obras permanentes do acervo. As obras permanentes do Acervo Sem Parede são mantidas no Município de Mogi das Cruzes na Casa Ateliê de Enzo Ferrara, periodicamente as obras participam de exposições itinerantes por outras cidades do Estado de São Paulo.

No dia 04 de março de 2013, será oficializada a Criação do Acervo Sem Parede, quais são as obras permanentes do acervo, qual será o objetivo e a linha de trabalho para o futuro.

Podemos já adiantar que o Acervo Sem Parede valoriza a diversidade cultural do povo Brasileiro através das artes visuais, objetos históricos, livros, brinquedos populares, artesanato tradicional, documentos, fotos e muitas outras curiosidades. O destaque do acervo permanente são as obras de arte visual como Esculturas, Pinturas e fotografias, na qual valorizam o perfil de arte popular e de artistas da região de Mogi das Cruzes, que por ser a maior em território da Região do Alto Tietê, tem mais artistas e uma histórica relacionada com a produção de artes visuais do país mais antiga.

A segunda etapa do plano Museológico é promover uma exposição variada com as obras do acervo permanente, para receber uma visita de avaliação técnica do SISEM/SP, que dará um aval sobre a importância do valor artístico cultural das obras do acervo, isso será possível após a abertura oficial em cartório, quando o Acervo Sem Parede tiver vinculo com CNPJ, e se transformar em Pessoa Jurídica, através de ONG, Associação ou Fundação.

A terceira etapa do plano Museológico, acontece após o aval do SISEM/SP, que dando apoio, ao lado do MAP de Diadema/SP, Pinacoteca de São Bernardo do Campo e MIAN (Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil) do Rio de Janeiro/RJ, vão contribuir para a criação da Fundação mantenedora do Acervo Sem Parede.

A quarta etapa do plano Museológico é a criação física do Museu numa das cidades da região do Alto Tietê, não necessariamente na cidade de Mogi das Cruzes. Nessa etapa o Acervo Sem Parede muda de nome para Museu seguido do Nome de um artista falecido que tenha morado na cidade Cede do Museu definitivo, ou de algo relacionado com a cidade onde ele está. Na distribuição interna do Acervo serão selecionadas as obras mais representativas, distribuídas por salas de Arte Acadêmica, Arte Naïf, Arte Contemporânea, obras Tridimensionais, fotografia, arquivo áudio visual, biblioteca de arte e arquivo de arte, acervo técnico e administração e loja de artigos, que vão gerar fundos para manter o funcionamento do Museu definitivo. Seguindo o exemplo do Centro Cultural São Paulo todas as salas e departamentos vão receber nomes de artistas falecidos, relacionados com ao região do Alto Tietê.

No futuro Museu definitivo toda a administração e ações culturais serão mantidas por um grupo gestor formado pela Organização da Pessoa Física, podendo manter parcerias com as prefeituras das cidades da região do Alto Tietê, do Estado de São Paulo e de outros Estados da Federação.

Devemos destacar que as obras permanentes do Acervo Sem Parede não poderão ser vendidas ou passarem para o Acervo das Prefeituras da Região.

Se por ventura, no futuro o museu se desfazer, cabe ao grupo gestor passar a guarda das obras para outro museu, que esteja atuando de forma gratuita.

A previsão para que o Acervo Sem Parede tenha um CNPJ será até o ano de 2015. A precisão para que o espaço físico do Museu definitivo, ou provisório seja de 3 anos após a definição do CNPJ.

Após a Conquista do CNPJ o Acervo Sem Parede passará a receber propostas de doações de obras de Arte.

Atualmente o Acervo Permanente Guarda obras de arte feitas por artistas como Nerival Rodrigues, Carmela Pereira, Carlos Arena, Maurício Chaer, Lúcio Bitencourt, Nico Pereira, Meire Lopes, Selma Ginez, Josinaldo, Verah Salgado, Luiz Oliveira (L. Luzolli), Zeti Muniz, D. Celeste, Djair Alexandre, Kewedy Bahia, Marco Aurélio de Almeida, Athaide e artistas Anônimos da região de Santo André e Salvador na Bahia.

 


domingo, 10 de março de 2013


Evento que será realizado em maio em parceria com o Governo do Estado promete atrações e novidades/ Foto Arquivo

A Virada Cultural, um dos maiores eventos da agenda da Cidade, será realizada em 25 e 26 de maio. Nesta semana, o secretário de Cultura, Mateus Sartori, esteve na Capital para acertar alguns detalhes com o Governo do Estado que realiza a ‘festa’ em parceria com os municípios de São Paulo. A partir desta segunda-feira os artistas mogianos interessados em participar já podem realizar a inscrição.
O cadastro é gratuito e deve ser feito pelo site www.cultura.pmmc.com.br, a partir das 14 horas, ou então na própria secretaria, no Centro da Cidade. “É importante ressaltar que esse cadastro é de intenção da participação. Depois faremos uma seleção para ver quem de fato fará parte da programação”, explica Sartori.
As inscrições vão até o próximo dia 28, já que no dia 1º de abril a Pasta precisa apresentar as atrações daqui para o Governo do Estado. “Nas primeiras semanas de abril divulgaremos os selecionados pelo site”, avisa o secretário.
Ele conta que a ideia para 2013 é ampliar a participação dos mogianos. No ano passado foram 70 atrações. A expectativa é de que nesta edição o número chegue a 100. Para tanto, a Secretaria pretende realizar parceria com espaços privados da Cidade. “Já tivemos um contato com a loja Eviva, por exemplo, que pretende realizar uma exposição e também com outros endereços privados. Eles entrarão com a estrutura, som, no caso da música. É claro que para isso também teremos uma seleção”, aponta Sartori.
Outro local que também deverá fazer parte da programação é o Mogi Shopping. E além dos endereços privados, a meta da Secretaria é ampliar a utilização dos espaços públicos. Parques e praças são opção. “Estamos articulando para ter programação no Centro Municipal de Programas Educacionais (Cempre) de Jundiapeba e do Botujuru. Também fechamos com o Centro Municipal de Formação Pedagógica (Cemforpe) para apresentações de dança, principalmente”, afirma.
Os artistas da Cidade devem compor a maior parte da programação que também terá atrações sugeridas pelo Estado. Por enquanto ainda não há data para a divulgação dos nomes que estarão em Mogi. “Temos uma das maiores ‘Viradas’ do Estado. Então pedimos uma atenção especial para Mogi, que pensassem com carinho para agregar ainda mais valor ao evento”, comenta Sartori.
Além da ficha de inscrição, a partir de segunda-feira, os artistas encontram o regulamento do evento. Por isso é importante que todos fiquem atentos às informações. A Secretaria de Cultura está localizada na Rua Coronel Souza Franco, 993, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4798-6900

quarta-feira, 6 de março de 2013



Obras do artista Israel Macedo vêm para Mogi
Divulgação
Artista plástico já expôs em diversos países e ganhou prêmio no Salón National de Beaux-Arts, do Museu do Louvre
Maçãs, cactos, fotografias e painéis. Essas são as principais séries produzidas pelo artista plástico mogiano Israel Macedo, que já expôs as suas esculturas em diversas partes do mundo, como nos Estados Unidos, na França e na Itália, e já recebeu prêmios da Bienal de Roma e do Salón National de Beaux-Arts (SNBA), do Museu do Louvre.
Entre os dias 8 e 16 as obras do profissional poderão ser conferidas na exposição "Prosopopéias", que será realizada na Evviva Mogi. A loja de móveis planejados fica na rua Coronel Souza Franco, 769, no centro. A mostra pode ser visitada das 10 às 18 horas. A entrada é gratuita.
Além de reunir obras de diferentes períodos do artista, "Prosopopéias" realiza uma prévia de sua mais nova série, produzida com borracha de pneu reciclado. O objetivo é mostrar aos apreciadores a evolução na produção de Macedo em relação a diversos temas.
Em "Maçãs", por exemplo, o artista plástico cria feições humanas em esculturas em formato de maçã. Assim como as suas obras, cada peça possuiu sentimentos, observações e história diferentes, além de terem sido produzidas com materiais distintos.
Composta por uma série de fotografias, "Sob Olhares" retrata o cotidiano na Fazenda das Cabras, localizada em Joaquim Egídio, em São Paulo. O foco dessa série é mostrar o diálogo entre esculturas de cactos com construções que datam de 1820. Há imagens produzidas pelo fotógrafo Cassiano Grandi. (G.P.)

MARÇO MÊS DAS MULHERES


“Olhar Feminino” reverencia mulheres

Mostra que começa amanhã no Mogi Shopping contará com trabalho de diversas artistas plásticas da Cidade / Arte Elizeu de Lima

“A arte embeleza a vida. Faz as pessoas desviarem um pouco a atenção de tanta coisa ruim que acontece. E nada como a arte para valorizar as mulheres”. A frase da artista plástica Sandra Lopes resume o objetivo de “Olhar Feminino”, exposição que entra em cartaz, amanhã  (7), no Mogi Shopping. A mostra organizada em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura festeja o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira.
Sandra é uma das convidadas da exposição que contará ainda com as obras de Adelaide Swettler, Cida Ferraris, Gláucia Caravièri, AnaMarB, Sandra Marcondes, Lenira Botelho, Judith de Carles, Luiza Kraus, Úrsula Caetano, Guiomar Gomes Pereira, Iza Leão, Cida Varella, Jandira, Olga Nóbrega e Enery Pietro.
Entre os trabalhos que cada uma levará para o Shopping estão telas a óleo, em acrílico, aquarela, além de porcelana, cabaças, assemblage - colagens com objetos e materiais tridimensionais -  e cerâmica. As peças permanecerão em exposição até o próximo dia 17.
As artistas envolvidas destacam que é sempre bom participar de homenagens a mulheres. “Tudo que é para as mulheres tem que ser comemorado. Todo dia é dia, mas se temos um em especial, devemos brindar”, reforça AnaMarb que selecionou duas obras em porcelana. “Uma delas tem motivo de rosas e a outra da cultura japonesa”, conta.
Ela ainda destaca que o fato de ser um centro de compras valoriza ainda mais a exposição. “É um local que passa muita gente. Tem grande visibilidade”, aponta ela. Adelaide Swettler, que também fará parte da exposição, concorda. “Adorei a possibilidade de expor em um local onde vai gente não só de Mogi, como de fora também. É mais visibilidade, valorização de nossas artistas”, aponta.
Adelaide optou por levar duas telas. Uma intitulada “Lavadeiras” e outra “Fim de Tarde”. As duas são pinturas a óleo. “A das ‘Lavadeiras’foi uma cena que vi em Santa Catarina e criei em cima. Tem uma mulher no quintal pendurando a roupa. A outra, do ‘Fim de Tarde’ é uma mulher se olhando no espelho arrumando o cabelo, depois de um dia de trabalho”, detalha a artista.
Cida Ferraris também optou por motivos que lembrassem o universo feminino de alguma forma. “Ainda não decidi ao certo mas deve ser uma tela e uma porcelana com motivos florais”, aponta.
Itinerante
De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, depois do Mogi Shopping a mostra “Olhar Feminino” deve ser levada a outros espaços como o hall de entrada da Prefeitura, o Centro de Cidadania e Arte (Ciarte) e o Terminal Central. A ideia é que toda a exposição ou parte dela esteja presente nesses endereços durante todo o mês de março. Além das artistas confirmadas, outras podem ser que façam parte da mostra, já que 33 foram convidadas.

Conheça o Museu de Arte do Rio (MAR)

Aberto ao público em 1º de março, o MAR conta a história da cidade maravilhosa

O complexo do museu, com 13,7 mil m², é um espaço integrado de arte, educação e história, instalado em dois edifícios de diferentes estilos que foram unidos por uma cobertura de concreto

domingo, 3 de março de 2013


Enzo Ferrara inaugura, na segunda, a mostra "Naïf Eletronic" no Cecap
Artista destaca a pureza e ingenuidade dessa linha artística; obras ficarão em exposição até o dia 29 de março
Paula Moreira
Da Reportagem Local
Divulgação

"Naïf Eletronic" reúne 15 obras do artista Enzo Ferrara
Diversos artistas brasileiros estão conquistando visibilidade no exterior por meio da arte Naïf. Conhecida por despertar a arte pura e ingênua em suas telas, os pintores precursores desse movimento transmitem em suas obras questões, desafios, costumes, tendências e a reafirmação de valores do contexto contemporâneo.

O artista Enzo Ferrara é um dos pintores que segue essa linha artística. E, para mostrá-la, ela inaugura na próxima segunda-feira, às 19 horas, a exposição "Naïf Eletronic". A mostra, organizada pelo artista Zeti Muniz, fica aberta ao público até o dia 29 de março, no Centro Cultural Antonio do Pinhal - Colégio de Arquitetos (CECAP). As obras podem ser conferidas de segunda-feira a sábado das 13 às 18 horas. O centro cultural fica localizado na rua Boa Vista,108, no centro, em Mogi. Mais informações pelo telefone 2819-3776.

Apesar de a mostra ser aberta oficialmente ao público no dia 5 de março, Enzo Ferrara convida todos para participar da inauguração na próxima segunda-feira, quando também será realizada uma reunião com os artistas para falar sobre o projeto de implantação de um museu em Mogi. "A reunião é aberta para todos, pois a criação do museu será importante para a população em geral", explica Ferrara.

Na oportunidade será feita também a escolha de um representante das artes plásticas para o novo Conselho Municipal da Cultura, o Comuc. O organizador da mostra, o artista Zeti Muniz, explicou sobre o movimento Naïf no Brasil. "O estilo predomina no exterior. Na Europa e nas Américas Central e do Norte, os artistas já perderam essa pureza em suas obras. É aí que os brasileiros se destacam, por conta dos seus desenhos ingênuos, que retratam a cultura genuína do País, como o folclore e a capoeira, por exemplo", conta.

A obra "Retrato Íntimo" é um dos destaques da mostra. Ela conquistou o prêmio Incentivo na 11ª Bienal de Naïfs do Brasil em Piracicaba.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

COMUC


Conselho Municipal de Cultura 

abre inscrições 

para eleição de novos representantes.

Na próxima segunda-feira (04/03) estarão abertas as inscrições para os interessados
em compor o Conselho Municipal de Cultura ou então participar do processo eletivo,
que acontecerá no dia 23 de março, nas dependências do Ciarte. Serão escolhidos
oito representantes da sociedade civil e seus respectivos suplentes para compor o
Conselho, que tem como principal atribuição colaborar para o desenvolvimento
cultural da comunidade.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente ou por procuração com
 firma reconhecida, entre os dias 4 e 9 de março. É preciso ir pessoalmente à
Secretaria Municipal de Cultura (Rua Coronel Souza Franco, 993, Centro) entre
segunda e sexta-feira, das 8 às 18 horas ou no sábado, das 10 às 14 horas.
A listagem com as inscrições deferidas e indeferidas sai no dia 21, no
site da Secretaria

Além dos documentos pessoais, como comprovante de residência e documento
de identidade com foto, que comprove 18 anos completos, os candidatos a
conselheiros devem preencher e apresentar um formulário de inscrição, que
 indique um único segmento artístico que deseja representar, além da declaração
 que comprova o não exercício de qualquer cargo público. O candidato só tem
direito a voto em um segmento artístico e deve ainda apresentar currículo detalhado,
 portfólio, se houver, e registro profissional nos órgãos e entidades competentes.
 Para os candidatos a eleitores, as exigências são as mesmas.

Após a publicação da listagem haverá dois dias para quem tiver tido inscrição
indeferida apresentar recurso. A lista oficial e definitiva de inscritos sai no dia
 21de março. Já a assembleia para a eleição ocorre no dia 23, no Ciarte,
entre o meio-dia e as 18 horas.

O COMUC será formado paritariamente por 16 membros titulares, sendo oito
 representantes da sociedade civil e oito do poder público. Os primeiros são
 eleitos e os segundos indicados. Para cada membro deverá haver um suplente.
Os representantes da sociedade civil devem representar também os segmentos
 teatro, música, literatura, dança, arte popular, audiovisual, patrimônio e
artes plásticas.

Já do poder público, haverá representantes das Secretarias de Educação,
 Finanças, Assistência Social, Cultura, Planejamento e Urbanismo,
Desenvolvimento Econômico e Social, Governo e Coordenadoria de
 Comunicação. O mandato dos conselheiros terá duração de dois anos. (LMS)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

NOVO ESPAÇO






Novo Espaço para artes dos artistas regionais,ALHO E PIMENTA,promete promover atos culturais valorizando nossos artistas,vamos conferir a partir de agora sempre com novidades.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Biografia de Artistas Naïfs / Ignácio da Nega (1945)

Pintura de Ignácio da Nega
Origem: Disponível na Internet
Texto de Enzo Ferrara

No inicio do mês de fevereiro de 2013 recebi uma ligação inusitada, era o senhor Inácio da Nega, que entrou em contato comigo após ter falado com outro artista Naïf, o Nerival Rodrigues, ao qual eu tinha escrito a Biografia um mês antes, conversamos e ele me enviou o material portfólio via correio e assim escrevi a biografia do artista, que não conhecia pessoalmente, mas que já nos demos muito bem por telefone.

Inácio Ramos da Silva nasceu em Imbé (Surubim), Pernambuco, em 3 de Novembro de 1945. O despertar da arte se deu em meio familiar, quando era menino, ajudava a mãe na decoração dos andadores das tradicionais procissões do município onde vivia.
O contato com as cores despertou o amor do artista pelo colorido. A Carreira artística iniciou no ano de 1969, quando começou a pintar, já em São Paulo.
Em 1970, voltou para Pernambuco para frenquentar o curso livre de belas artes, sob a orientação do Professor Alaerte Baldini.
Em 1980, promove uma exposição individual, Exposição Ignácio da Nega Artista Primitivo, ao qual darei destaque, ela aconteceu na Funepe (Campus Universitário), cidade de Penápolis/SP, no período de 26 de Janeiro a 02 de Fevereiro. A exposição foi promovida pelo Museu do Sol e a prefeitura do município, foi uma oportunidade única de ver boa parte da produção do artista, a participação do artista na exposição abre caminho para inúmeros convites e futuras exposições.
Em 1985, uma das obras do artista é reproduzida no livro Arte Ingênua Brasileira, escrita por Jacob Klintowitz, um projeto em parceria com a Associação Grupo Banco Cidade. A obra em questão recebeu o título de A Budega do Araçá, atualmente em coleção particular. Na obra podemos ver uma mistura da Cultura de Pernambuco com um grupo de pessoas em Primeiro plano tocando talvez o forró, em meio as pessoas vemos um estandarte com a figura do Galo da Madrugada, um homem esta fantasiado de cavaleiro sobre o cavalo, e no lado esquerdo vemos um dançarino pulando e dançando o tradicional Frevo, com um pequeno guarda chuva, ao fundo vemos uma igreja e coloridas casinhas do nordeste brasileiro, numa delas esta escrito o título da obra, que aborda um típico dia de carnaval.   
Logo retorna para São Paulo e continua a pintar com orientação de Cássio M’Boy e Iracema Arditi. O artista foi funcionário publico do Governo do Estado de São Paulo até o ano de 1996, quando deixou o cargo para se dedicar inteiramente ao fazer artístico. No mesmo ano participa da Bienal Naïfs do Brasil em Piracicaba, com a obra Casa de Engenho Antigo, onde ele mostrou toda a força de sua cor, povoada de seus personagens típicos, mostrando também um intrigante céu negro, por onde passa nuvens cinzas, estaria o artista transmitindo um tema que acontece a noite? ou ele produziu a obra com um céu negro para dar mais destaque para as cores vivas em primeiro plano? A resposta fica a cargo de quem olha, pois cada um tem a interpretação própria, não existindo uma resposta correta e definitiva.
Ao longo de sua produção valorizou toda a cultura do nordeste brasileiro, seus tipos humanos, suas festas populares e as cores da região. O artista também trabalhou como pintor executivo da Galeria Seta, onde produziu inúmeras obras com o seu colorido inconfundível, destacando os temas que retratavam a prostituição.
Em 2000, participa novamente da Bienal de Naïfs do Brasil em Piracicaba, dessa vez com duas obras, A Fazenda e O Casamento Árabe, Ambas da mesma medida 60 x 50 cm. Destacarei a obra A Fazenda, nessa obra o artista pinta o campo de negro para dar destaque para as flores e pedras, o caminho se abre como uma porta, ou uma cortina de palco de teatro e aí o espectador tem a visão da casa da Fazenda em cor de rosa, num verdadeiro mix de personagens que se fundem entre mulheres carregando potes de água, homem indo trabalhar na lavoura, bananeiras e coqueiros, casas coloridas, em primeiro plano vemos um casal e uma criança nua, parece que os dois estão se lembrando de tudo que estão deixando para trás ao partirem da casa da fazenda.
Ignácio da Nega pesquisou e produziu obras que abordavam temas relacionados as paisagens brasileiras, com foco em pequenas e grandes cidades coloniais de algumas capitais do Brasil.
O artista tem obras em todos os Estados do Brasil. Em panorama internacional ganha destaque para Suíça, França, Israel, Portugal, EUA, Alemanha, Argentina e Colômbia.
Hoje o tema predominante em sua produção são as festas nordestinas permanecendo os personagens com o nariz característicos da obra do artista, e as festas de Pernambuco. Inácio diz que está numa nova fase, realmente os personagens mudaram um pouco, porém a essência da arte Naïf está impregnada na alma do artista, mesmo mudando alguns detalhes a produção contemporânea do artista permanece sendo arte Naïf.
Em 2012/2013 está com exposição na França, promovida por Marina Arditi, filha de Iracema Arditi, estamos muito bem representados pelo trabalho de Ignácio da Nega.   

Biografias de Artistas Naïfs / Carmela Pereira (28 de Abril de 1936)


Imagem: Casa do Povoador de Piracicaba/SP
Autora: Carmela Pereira
Foto e Texto: Enzo Ferrara

Artista autodidata, Naïf da Pintura e da Cerâmica Figurativa, Artesã e Escritora. Eu conheci a artista na 11ª Bienal de Naïfs do Brasil em Piracicaba, onde a artista vive, desde então visitei o ateliê dela, na cidade e mantivemos contato. Dona Carmela nasceu em Piracicaba, numa casinha de sapé, era de uma família de lavradores, na primeira infância viveu na presença dos pais e dos avós, que é tema de muitas obras da artista. Ainda na Infância perde os pais e foi matriculada numa Escola de Freiras, chamado de Asilo de Órfãs Coração de Maria, foi lá que com nove anos ela ganhou seu primeiro premio com um desenho, que foi um saquinho de balas. Hoje o mesmo se chama Lar Escola Coração de Maria Nossa Mãe, localizado na rua da Boa Morte, 1955, Centro de Piracicaba. A artista não guarda mágoa das irmãs e diz que tudo o que ela é hoje deve ao antigo colégio.
A Artista lembra que quando era criança queria sair na procissão vestida de anjo, mas as irmãs não deixavam, ela questionava o por que? E as irmãs diziam, que no céu não tinha anjo negro, essa história iria influenciar anos mais tarde a artista, que pintaria a obra “Anjos negros no Altar de Nossa Senhora”, que está no acervo da artista.
Durante 36 anos a artista trabalhou como empregada doméstica, depois que se aposentou começou a trabalhar com mais regularidade na profissão de Artista na Pintura Naïf, na Cerâmica figurativa, produção da artista que é pouco conhecida, e de escritora. Não é por acaso que eu escolhi Dona Carmela para ser incluída ao projeto do Livro, pois ela participou de todas as Bienais de Naïfs promovidas pelo Sesc Piracicaba. Apesar da cidade de Piracicaba ser a capital da Bienal de artes Naïfs de dois em dois anos, a cidade não tem muitos artistas que produzem na estética Naïf, sendo assim, Dona Carmela Pereira é a maior referência que a cidade tem, quando se fala de arte Naïf. Ela retrata em suas obras o Rio Piracicaba, a casa do Povoador, a rua do Porto, nas Margens do Piracicaba com barquinhos de pescadores, a casa de máquinas, o Engenho Central, as plantações de Cana de Açúcar com seus trabalhadores, mas a produção da artista não fica só nisso, ela traduz na tela a alegria das festas afrobrasileiras, as procissões religiosas, o folclore nacional e regional. Seus personagens conseguem transparecer até mesmo estado de espírito, como espanto, tristeza, alegria, desejo, exaltação e dor. Algumas de suas obras têm um poder imaginativo enorme, onde ela relata o preconceito que sofre por ser negra.
Ela me relatou que certa vez, quando deixou a suas obras para ser vendidas numa galeria em Piracicaba, a vendedora estava vendendo como se ela fosse uma artista Italiana, ao visitar a loja, ela disse que Carmela Pereira, não era italiana, era negra e vivia em Piracicaba, depois desse episodio a artista teve que retirar as obras da galeria. É Revoltante, mas muitos artistas naïfs pelo Brasil podem se reconhecer nessa história, ou passaram por algo semelhante.
Hoje posso dizer que apenas o fato de incluir e dar voz a essa grande artista naïf, torna o livro ainda mais importante, pois ela passa suas experiências profissionais e de vida, pois quando se fala de preconceito racial, parece que é algo de cem anos atrás, que isso não existe no século XXI, mas os relatos de muitos artistas provam o contrário.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

ARTE DE VIVER

 Viver é se aproximar e, ao mesmo tempo, livrar-se de si mesmo, de angústias e egoísmos. Viver é um dom magnífico. Viver é participar desta misteriosa matemática de sincronização do universo: o mortal desfrutando de experiências materiais numa concessão espiritual. 
Viver é transcender por meio da participação na história, pelas marcas deixadas no caminho, no resplandecer de gerações que se sucedem.

     Viver é mobilizar e envolver-se para afastar comportamentos que empobrecem a participação na vida, buscando valores e refazendo ideias que desbotam a aventura de sobreviver, em meio ao disparate humano na conquista do impossível.

     Viver é proporcionar, reabastecendo-se no manancial da fé, inundando a vida com todas as possibilidades de cada dia. É investir minutos e minutos, colorindo de esperança as horas. É aprender com as manhãs a iluminar obstáculos, não se importando com a escuridão da noite. "Basta a cada dia o seu mal".

     Viver, lutando, incessantemente, para desarmar veículos que levam à violência. Fazer do comportamento um elo que une as pessoas umas às outras para formar a grande corrente de otimismo. A força nascerá e há de acontecer o milagre para o qual o homem foi criado: viver no paraíso.

     Viver com alegria e na certeza de ser útil, como fiel mordomo do seu próprio corpo, oferecendo-o em holocausto para a felicidade daqueles que compõem este painel de realidades.

     Viver é, sobretudo, preservar. É educar-se para viver em harmonia com o tempo e o espaço, coordenando fantasias e verdades para o equilíbrio e a razão.

     Viver é não interromper a apoteose fantástica das flores se abrindo nem desafinar o grandioso coral de pássaros no espetáculo gratuito diário que extasia a humanidade.

     Viver é preservar rios e mares, cuidando dos animais, porque fazem parte do equilíbrio da vida. 
     Viver no firme propósito de melhorar todo dia: no grupo de amigos, na família, no trabalho, disposto a assumir o compromisso de colocar um mosaico na construção da paz, para viver experiências de melhores dias.


Ivone Boechat