domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Evento: Dia de Diva
Por: Enzo Ferrara
Conforme combinado estou divulgado o evento Dia de Diva no no espaço de beleza Belezinha Ponto Com.
Endereço: Rua Navajas, 50, Centro de Mogi das Cruzes/ SP
Dia do Evento: 20/07/2013
Um dia dedicado a beleza, e para maiores informações, compra de convite e serviços do espaço de beleza entre em contato:
Helô: (11)948961250 (tim)
O Espaço Belezinha é um salão de beleza que tem tosos os procedimentos para a beleza como corte, escova, química, aplique, tintura, manicure e depilação. O diferencial do dia de diva é a tatuagem.
Convites podem ser parcelados em até duas vezes no cartão
quarta-feira, 17 de julho de 2013
EXPO MOGI
A Secretaria Municipal de Cultura abrirá um chamamento para artistas plásticos que desejam expor e vender suas peças neste local.
Haverá também ampla praça de alimentação, na qual trabalharão, assim como em anos anteriores, equipes de entidades socio assistencialistas da cidade. Toda a verba arrecadada com a venda de alimentos e bebidas ficará com as próprias entidades. A Secretaria Municipal de Assistência Social e o Fundo Social de Solidariedade ajudarão no intermédio e organização das barracas.
“As diferenças da Expo Mogi deste ano, para edições anteriores, é que ela será realizada durante três dias, e não mais quatro e também haverá ajustes no layout da festa, para reforçar a segurança do evento. A Secretaria Municipal de Cultura já vem praticando economicidade em todos os eventos que realiza e com a Expo Mogi não será diferente. Por isso também cuidamos pessoalmente de todas as contratações, suprimindo intermediários”, declarou o secretário. (LMS)
terça-feira, 16 de julho de 2013
Movimento Voz das Artes nas Ruas
Imagem: Foto da Internet
O movimento voz das Artes nas Ruas, foi criado virtualmente para dar apoio a ações política e culturais da região da grande São Paulo. Na tenda da associação "O Poeta na Praça". Montada na feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto está promovendo um abaixo assinado para o mandato político de no máximo dois anos. Em Mogi das Cruzes o movimento dá apoio ao abaixo assinado para a criação do MAM (Museu de Arte Mogiana), promovido pelo grupo de arte frontispício.
O Voz das artes nas Ruas tem o apoio de Thiago Santana, que ajuda a divulgar as ações culturais na internet e no perfil do Facebook.
O movimento organizado está dando apoio ao movimento de pintura ao vivo e venda de obras nas calçadas da Avenida Paulista.
O movimento voz das Artes nas Ruas, foi criado virtualmente para dar apoio a ações política e culturais da região da grande São Paulo. Na tenda da associação "O Poeta na Praça". Montada na feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto está promovendo um abaixo assinado para o mandato político de no máximo dois anos. Em Mogi das Cruzes o movimento dá apoio ao abaixo assinado para a criação do MAM (Museu de Arte Mogiana), promovido pelo grupo de arte frontispício.
O Voz das artes nas Ruas tem o apoio de Thiago Santana, que ajuda a divulgar as ações culturais na internet e no perfil do Facebook.
O movimento organizado está dando apoio ao movimento de pintura ao vivo e venda de obras nas calçadas da Avenida Paulista.
Artistas Naïfs Expõe obras para venda na Avenida Paulista
Foto: Enzo Ferrara
Imagem: Os artistas Naïfs Ignácio da Nega e Nerival Rodrigues expondo na calçada da Avenida Paulista
No próximo domingo dia 21/07/2013, das 12:h às 17:h. Os artistas Nerival Rodrigues, Inácio da Nega e Enzo Ferrara vão expor na calçada da Avenida Paulista, Entre o MASP e a estação Consolação do Metrô, talvez no mesmo local onde tiraram essa foto. Vai ter pintura ao vivo e é uma boa oportunidade de comprar uma obra deles a preços acessíveis. Os artistas estão planejando retomar a força do movimento de arte Naïf, que acontecia na Praça da República nos anos de 1960 e 1970. è uma saída para a atual crise das artes no contemporâneo. Vamos ajudar, pois ao comprar uma obra você estará ajudando a manter ações culturais, como oficinas e exposições gratuitas, que já acontecem na região da Grande São Paulo.
Aproveitando a oportunidade gostaria de avisar que o abaixo assinado para criação do Museu de Arte Mogiana estará lá para quem quiser participar.
O evento só não vai acontecer se chover.
Vamos aproveitar para avisar aos amigos do perfil, que esse perfil do face é para dar apoio e divulgar ações culturais dos artistas de rua da região da grande São Paulo, por isso não tem a minha foto, pois os artistas são os personagens principais, eu sou apenas um secundário, é a unica forma que encontrei de ajudar a todos!
Participem e levem a família.
Imagem: Os artistas Naïfs Ignácio da Nega e Nerival Rodrigues expondo na calçada da Avenida Paulista
No próximo domingo dia 21/07/2013, das 12:h às 17:h. Os artistas Nerival Rodrigues, Inácio da Nega e Enzo Ferrara vão expor na calçada da Avenida Paulista, Entre o MASP e a estação Consolação do Metrô, talvez no mesmo local onde tiraram essa foto. Vai ter pintura ao vivo e é uma boa oportunidade de comprar uma obra deles a preços acessíveis. Os artistas estão planejando retomar a força do movimento de arte Naïf, que acontecia na Praça da República nos anos de 1960 e 1970. è uma saída para a atual crise das artes no contemporâneo. Vamos ajudar, pois ao comprar uma obra você estará ajudando a manter ações culturais, como oficinas e exposições gratuitas, que já acontecem na região da Grande São Paulo.
Aproveitando a oportunidade gostaria de avisar que o abaixo assinado para criação do Museu de Arte Mogiana estará lá para quem quiser participar.
O evento só não vai acontecer se chover.
Vamos aproveitar para avisar aos amigos do perfil, que esse perfil do face é para dar apoio e divulgar ações culturais dos artistas de rua da região da grande São Paulo, por isso não tem a minha foto, pois os artistas são os personagens principais, eu sou apenas um secundário, é a unica forma que encontrei de ajudar a todos!
Participem e levem a família.
D'Ollynda, um artista da nova geração da arte Naïf brasileira
Imagem: D'Ollynda e Enzo Ferrara na Praça Benedito Calixto
Texto enviado por email
De menino pobre à artista plástico, o sonho mais uma vez supera a realidade e (re)nasce D’Ollynda, ou melhor, Jorge Luiz Gomes da Silva. Órfão de pai e mãe, ele trabalhou até os 14 anos como descarregador de caminhão em Pernambuco e depois na Bahia. Foi lá que descobriu seu talento de artista plástico: uma dançarina de Angola foi a musa inspiradora e quem lhe deu a primeira chance foi Mestre Palito, escultor e conhecedor da cultura afro. O resto do caminho foi com ele. D’Ollynda chegou em São Paulo em 1998, diretamente na Vila Madalena. As noites black do bar Brancaleone e os muros da Vila e do morro do Querosene foram cenários para suas produções artísticas.
Para celebrar seus anos de trajetória artística na cidade, D’Ollynda realiza a exposição Naïf ‘Transição’, onde retrata as tonalidades e os costumes do povo brasileiro, sua cultura e fé. A exposição se realiza na Biblioteca ‘Alceu Amoroso Lima’ - Pinheiros. Nas 08 telas, num misto de técnicas, cuja base é a pintura no estilo Naïf, o grafismo, a colagem e o pontilhismo. Com cores vibrantes, expressa o seu sonho para um novo padrão social.
“D’Ollynda é um artista ora interessado na cultura de raízes negras, ora interessado no ‘frenesi’ urbano, apresentando uma paisagem onde ele inclui cores, ritmos, luz e movimento”, avalia Emanoel Araújo, diretor e curador do Museu AfroBrasil.
D’Ollynda Já teve mostra e exposição em vários países, como França, Argentina, Itália, etc. Em São Paulo, D’Ollynda participou do projeto Almas Paulistas 2, uma coletiva de artistas plástica sobre a cidade, organizada pela Anima Cultural. A mostra foi publicada pela Abooks Editora em 2002. Quando foram lançados os cartões da Telefônica, em 2000, três trabalhos de D’ Ollynda foram selecionados e distribuídos três milhões de cada. Participou da Bienal de Arte Afro Americana, no Recôncavo baiano - Cachoeira de São Felix/BA, do Salão de Arte Contemporânea de Paraty – RJ, Em 2007 realiza a exposição naïf ‘ Brasil de todas as cores’ na Galeria Território Brasil. Em 2009 na Galeria Spaço-Art, apresenta sua nova incursão ao pontilhismo com a exposição ‘Jorge Gomes da Silva’. É idealizador e coordenador do projeto ‘Muros do Querô’ Exposição a céu aberto nos muros das casas da comunidade. Suas telas foram apresentadas em 2010 na Bienal Naïf de Piracicaba, fazem parte do Galeria de Naïf de Jacque Ardies e inaugura o primeiro atelier aberto de são Paulo, no morro do Querosene onde mora. Um momento do artista:
A exposição já acabou, mas quem quiser conhecer a biblioteca:
Serviço: Esposição Naïf “Transição” pelo artista plástico D’Ollynda
De 15 a 30 de junho de 2013. Abertura às 19h30, do dia 15 de junho, sábado.
2ª a 6ª feira, das 10h às 19h. Aos sábado, das 9h às 16h. – Entrada Franca
Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima
Av. Henrique Schaumann, 777 (Esq. Rua Cardeal Arcoverde) - Pinheiros – SP – Tel. 3082 5023.
Imprensa: Edson Lima – 3739 0208 / 95030 5577 – oanp@uol.com.br
Produção Executiva: Vani Fátima – Tel. 99852 3403 – vani.fas@gmail.com
Apoio Cultural: O Autor na Praça
Depoimentos sobre o artista:
Emanoel Araújo, diretor e curador do Museu Afrobrasil:
"D'Ollynda é um artista em busca do seu caminho expressivo. Na sua trajetória, sente-se um artista ora interessado na cultura de raízes negras, ora interessado num certo frenesi urbano, onde ele mescla gente e arquitetura, bem ao modelo trepidante de uma paisagem onde ele inclui nessa atmosfera cores, ritmos, luz e movimento."
“A revanche elegante de D’Ollynda” por Paulo Klein, crítico de arte:
Num país de tantas injustiças, de crimes absurdos contra a Natureza e de banalização da vida humana, o artista pernabucobaiapaulistano Jorge Luiz Gomes da Silva - o D’Ollynda - nos oferece, com sua arte, a oportunidade de refletirmos sobre os fatos e buscarmos dias melhores para todos nós. “Brasil Viva Cores”, a exposição que ele apresenta neste ano de 2007, na Galeria Território Brasil, tem sabor de revanche, tem o ritmo dos melhores batuques e as cores dos melhores pintores tropicais. Não é sem motivo, que D’Ollynda admira Jean-Michael Basquiát, apesar de ter como referência outros artistas que conheceu, pessoalmente ou através da obra, como Carybé, José Antonio da Silva, Heitor dos Prazeres, por incrível que pareça Brueguel e Roberto Oswaldo Griot, um dos artistas históricos do Pelourinho, local onde o D’Ollynda se salvou através da arte, pelas mãos do inspirado e generoso escultor Afro-brasileiro Palito Bahia. Tem razão o artista e curador Emanoel Araújo, quando diz que D’Ollynda tem interesse por suas raízes negras e pelo frenesi urbano. Não é difícil perceber que estas possibilidades são quase que autônomas em sua obra. Referências aos povos africanos destacam-se nas pinturas do primeiro grupo, nos movimentos da capoeira e outras danças, culto ao corpo, as máscaras e adereços, a pulsação que reverencia Oxossi e outros deuses negros. No segundo grupo atua o olhar sobre as paisagens e cenas que mesclam as cidades em que viveu e outras que imaginou - Olinda, Salvador, Ouro Preto, Paraty, São Tomé das Letras, São Paulo (Bexiga, Vila Madalena, Vila Indiana, Morro do Querosene) misturam-se em suas criações, sempre transbordantes de cores e alegria, vistas gerais em que o cenário é invadido pela Mata Atlântica e se abre, efusivo, para abraçar os cidadãos de todos os tipos, de todos os ritmos, de todas as cores. Ponto alto é sua visão da Gotham Sampa, onde os outdoors publicitários dão lugar a obras públicas de arte. É a grande festa popular, onírica, que transborda dos quadros de D’Ollynda, detalhes do cotidiano das grandes cidades, as cores vivas explodindo ao sol, a alegria de ser, ver e viver que se repetem em Olinda, Salvador, São Paulo, Paraty e outros pontos mágicos do planeta, que o artista registra com paciência e sabedoria. Paulo KLEIN - Crítico de Arte / Associação Internacional de Críticos de Arte – Paris / Associação Brasileira de Críticos de Arte – São Paulo
A trajetória do Artista D’Ollynda por Rolf Weyel - D'ollynda faz da gente brasileira um povo que brilha. Ele traz da sua memória e dos seus sonhos genuínos uma visão de vida feliz, tropical e paradisíaca, uma proposta de convivencia lúdica, fraterna e igualitária. Com a arquitetura do Pelourinho, com a mística do candomblé, com o som do berimbau desenrola-se a vida cotidiana do povo brasileiro nas praças e praias de anônimas cidadezinhas. O Brasil resplandece na sua luz acolhedora às margens do mar e das cachoeiras, das matas e dos campos preparadas, num dia de domingo, a dança, a capoeira, a estética, a graça. A natureza é abundante, as palmeiras são nobres e é alegre e harmonioso o movimento do povo. Num misto de técnicas, cuja base é a pintura no estilo Naif, o artista traz também colagens de materiais de origens diferentes. Com cores vibrantes D’Ollynda expressa o seu sonho para um novo padrão social, também, de como foram bons os velhos tempos!
Ecos dos protestos na área da cultura em Mogi das Cruzes e em São Paulo
Imagem: Protesto contra a falta de apoio a cultura em Mogi das Cruzes, imagem de Enzo Ferrara, Leci Brandão e Secretário Municipal de Cultura de Mogi das Cruzes, Mateus Sartori
Imagem: 35 mil pessoas foram para as ruas de Mogi das Cruzes e nós estávamos lá para pedir mais apoio para a cultura, preservação do Centro Histórico entre outras coisas.
Imagem: No cartaz vários pedidos, entre eles o MAM (Museu de Arte Mogiana)
Imagem: continuamos a colher assinaturas para a criação do MAM e agora com o apoio da população de Mogi das Cruzes. Está bem claro que um museu de arte só ajuda a cidade em todos os sentidos, só o poder publico municipal e que não percebeu isso.
Imagem: 35 mil pessoas foram para as ruas de Mogi das Cruzes e nós estávamos lá para pedir mais apoio para a cultura, preservação do Centro Histórico entre outras coisas.
Imagem: No cartaz vários pedidos, entre eles o MAM (Museu de Arte Mogiana)
Imagem: continuamos a colher assinaturas para a criação do MAM e agora com o apoio da população de Mogi das Cruzes. Está bem claro que um museu de arte só ajuda a cidade em todos os sentidos, só o poder publico municipal e que não percebeu isso.
Imagens de Darcy Cruz pintando na Praça
Fotos: Arquivo pessoal Enzo Ferrara
Imagem: Artista plástico Naïf Darcy Cruz Pintando em cavalete
A Imagem mostra que no período em que Darcy Cruz pintava nas praças e hoje não muita muita coisa, aliás mudou sim e para pior. Nas décadas de 1980 e 1990, as pessoas ainda compravam pinturas, e o Secretário de Cultura de Mogi das Cruzes, na época Dener, tirava dinheiro do próprio bolso, para comprar lanche para os artistas. Ele cobrava publicamente o prefeito da época, para dar mais invertimento para a cultura. Precisamos de um secretário assim, que realmente represente a cultura como um todo e não tenha medo de cobrar e buscar mais investimento para a cultura.
Biografia do Heraldo Moraes, um artista Naïf de Mogi das Cruzes
Arquivo pessoal: Enzo Ferrara
Texto: Enzo Ferrara
Heraldo Moraes (1946 a 2005)
A
Biografia de Heraldo Moraes foi uma das mais difíceis do projeto do livro, ao
decorrer da pesquisa me deparei com a possibilidade de não considerar a obra do
artista como algo dentro das características d pintura Naïf local, mas ao ver
os passos que ele deu ao longo de sua carreira, seus valores culturais e sua
personalidade, as vezes polêmica, considerei a obra dele como um dos vários
casos de artista Naïf com uma base de ensino de técnica de pintura, pertencendo
ao estilo de pintura Naïf de personagens sem o rosto.
Heraldo
Moraes Nasceu num sítio nos arredores de Salesópolis, interior de São Paulo, no
dia 30 de maio de 1946. Heraldo Moraes era filho de João Moraes e Anésia
Sivalli Moraes, que tiveram onze filhos, Heraldo era descendente de Italianos
da região de Cremona, por parte de mão, algo lembrado pelo artista, que
mantinha emoldurada na parede de seu ateliê o documento de liberação para
imigração para a América do Sul, emitido pelo governo italiano, para que seus
avós pudessem vir ao Brasil em definitivo.
Quando
criança, o artista já demonstrava criatividade inventiva nos brinquedos e nas
brincadeiras com os irmãos, estudou até o quarto ano, pois a região onde a
família morava o corso nas escolas ia até o quarto ano e para continuar as
crianças deveriam se matricular na cidade vizinha, Mogi das Cruzes, onde tinha
um numero maior de colégios.
O
jovem artista se mudou para a cidade vizinha de Mogi das Cruzes em 1965 e em definitivo
em 1968, continuou a estudar e trabalhar como operário nas fábricas Elgin e
Valmet. Foi na cidade de Mogi das Cruzes que ele começou a estudar desenho e
pintura no ateliê da artista Olga Nóbrega durante o ano de 1973. Em 1974, muda
para São Paulo para estudar no curso de Belas Artes numa escola no bairro do
Brooclim, alugou um pequeno apartamento e chamou o irmão para morar junto e
trabalhar em São Paulo, ficaram morando juntos até o irmão voltar para a cidade
de Mogi das Cruzes para se casar e Heraldo ficou morando por mais um ano em São
Paulo.
No
inicio dos anos de 1980, o artista volta para Mogi das Cruzes e começa a se
envolver com artistas do município de forma mais íntima, participa como jurado
em eventos ligados ao carnaval e confecciona fantasias de luxo, participando
também de concurso de fantasias. No dia 19 de fevereiro de 1985, uma terça
feira, o jornal O Diário de Mogi, apresenta no caderno de coluna social, o
ganhador do 1° lugar de fantasia masculina, mostrando Heraldo Moraes fantasiado
de faraó.
O
Ano de 1986 marcaria a historia do artista, pois ele conseguiu ser contratado
para o cargo de Atendente Social no Hospital das Clínicas da Cidade de Suzano,
cidade vizinha de Mogi das Cruzes, ele continuou a pintar e a participar de
eventos culturais como jurado, agora com mais tranqüilidade. Com uma segurança
mais garantida no trabalho ele consegue comprar uma casa no travessa Ipiranga ,
perto da movimentada Avenida Ipiranga, onde constrói seu ateliê em formato de
chalé. Heraldo era uma pessoa de personalidade tranqüila e reservado, vivia em
harmonia com seus vizinho, com os amigos era alegre e sempre bem humorado,
quando outros artistas pintavam ao vivo nas praças do Centro Histórico ele se
fantasiava de palhaço para atrair público e brincar com as crianças. Heraldo
era amigo do Padre Vicente, que quando foi para a Itália levou alguns quadros
do artista que foram todos vendidos.
Na
casa da travessa Ipiranga, conhecida também como casa 7, ele logo começa a
fazer pequenos comércios e abre um espaço para trabalhar de cortando cabelos,
no inicio de amigos, pois não tinha muita experiência.
No
inicio da década de 1980, foi aberto um bar alternativo, voltado para o publico
LGBT, localizado nos arredores da igreja São Benedito, Centro Histórico de Mogi
das Cruzes, logo começou a fazer amizades com os clientes do bar, que
freqüentavam seu ateliê e cortavam cabelo com Heraldo Moraes, logo o ateliê
passou a ser ponto de encontro da classe artística, de membros do universo LGBT
e de carnavalescos.
A
produção artística dele é um caso a parte, sempre apresentou um ótimo
desenvolvimento da arquitetura em suas paisagens urbanas, isso acontece pela
base de educação com as tintas de professores como a artista Olga Nóbrega, de
quem herdou muitos traços e principalmente o colorido, mas seus personagens
fazem parte da característica do QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ CORAÇÃO, que tem como
característica de apenas colocar a cabeça, mas não o rosto com olhos, nariz e
boca, muito comum na produção de arte Naïf brasileira. Durante a década de
1990, a produção do artista fica ainda mais Naïf, ele retrata pontos turísticos
da cidade de Mogi das Cruzes. As várias igrejas do Centro Histórico e
arredores, com a atmosfera popular da cidade, onde acontecem as procissões da
Festa do Divino Espírito Santo, vendedores de pipoca e balões coloridos se
misturam com as pessoas nas praças e até algum grupo de congada passando,
batendo tambor na produção do artista. Heraldo gostava muito da cultura das
antigas civilizações, chegou a visitar as pirâmides maias no México e tinha o
sonho de conhecer o Egito.
Em
2001, acontece a I Bienal do Alto Tietê, e Heraldo participa com a obra
intitulada Largo da Catedral em 1978,
que retrata a Praça da Igreja Matriz de Mogi das Cruzes trinta anos antes. A
catedral não é retratada na obra, mas as casas do entorno, podemos ver também
as pessoas ocupando o espaço público, crianças dando pipocas aos pombos e três
carrinhos de vendedores ambulantes, um de pipoca, outro de sorvete e o terceiro
de Hot Dog, um vendedor de balões e bonecos, mostrando uma cidade de uma outra
época, com características de interior e mais provinciana, ela é um marco da
pintura Naïf de Heraldo, que foi exposta ao lado da produção de outros artistas
Naïfs como Darcy Cruz, Wilma Ramos, Cida
Ruíz e Nerival Rodrigues, por
tanto sendo considerada pelos curadores da Bienal como arte Naïf regional. Nos
três anos seguintes sua produção assume um perfil de Naïf surreal, fantástico e
ainda mais colorido.
A
Morte de Heraldo Moraes é cercada de muito mistério, na noite 24 de abril de
2005, madrugada de domingo para segunda feira, ele foi se divertir na casa
noturna UP CLUB, voltada para o público LGBT da região, que na época abria aos
domingos como domingueira, se divertiu por algum tempo e foi embora cedo, mas
Heraldo Moraes era uma figura bem conhecida, e muitos sabiam onde ele morava,
ao retornar para seu ateliê, onde também morava, foi brutalmente assassinado.
Na manhã seguinte, seu sobrinho foi visitá-lo, encontrou o corpo de Heraldo, no
chão da cozinha. O artista morreu aos 58 anos, com uma facada no peito,
amordaçado e com vários golpes na cabeça. Na época a policia trabalhou com a
hipótese de homicídio simples, descartando a possibilidade de assalto, pois as
portas e janelas do ateliê não tinham sido arrombadas, provavelmente Heraldo
conhecia seu assassino e o deixou entrar.
A
noticia pegou os amigos e artistas da cidade de surpresa, pois Heraldo não
tinha inimigos e era uma pessoa calma, de vida tranqüila. Na época foram feitas
investigações que não deram resultado. Seu assassino nunca foi descobertos, o
caso logo foi arquivado pela policia. Sua biografia e produção ficaram
esquecidas pelo poder público e por agentes culturais até o momento da pesquisa
do projeto do livro Olhos Naïfs, que resgatou a memória cultural e imagens de
algumas obras.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
EXPOSIÇÃO DO DUQUE
| Linda Fuga,Aldair,Duque,Adelaide e Enzo |
“O Zeti Muniz que é meu amigo e também artista me convidou para esta exposição. Resolvi levar telas variadas. Até disse que algumas estão sem moldura, mas ele disse que podemos colocar em cavaletes”, conta o artista plástico que, só em seu ateliê, acumula cerca de mil obras. “É tanta coisa que já não cabe mais lá”, confessa.
Norberto diz que chega a produzir oito telas em um mês e por isso esse volume tão grande. Algumas ele vende pela internet ou a pessoas conhecidas, mas sempre acaba confeccionando mais do que consegue armazenar. Isso porque ele pinta sempre que surge a inspiração. “Pinto o que dá na cabeça. Não sigo uma regra”, diz ele.
No momento, Norberto tem apostado em uma série de flores. “Teve um copo de leite (flor) que fiz bem grande na tela, em destaque, com um fundo escuro. Outras têm folhagens”, conta. Ele ainda diz que gosta de outros temas como natureza morta e paisagens. “Mas o pessoal tem gostado é bastante das flores”, acrescenta.
Adepto à técnica do óleo sobre tela, o artista gosta de imprimir um efeito diferenciado na luminosidade, “brincando” com as cores. Quando uma tentativa não sai da maneira que ele gosta, se desfaz da tela. “Se dá errado rasgo a tela, porque não tem como consertar”, afirma.
Com meio século de carreira, Norberto Duque teve contato com diversos artistas pelo Brasil afora. Entre eles um muito especial. Na verdade uma: Tarsila do Amaral chegou a assinar uma obra dele como uma demonstração de incentivo ao seu trabalho. “Ela disse que para me incentivar a pintar mais ia assinar uma tela minha”, recorda ele, que teve um único encontro com ela.
A última vez que o artista expôs seus trabalhos em Mogi foi no ano passado. Ele levou algumas telas para o prédio da Prefeitura e por lá ficou observando a reação das pessoas. “Ficou lá na parte externa. Foram vários quadros e gosto de saber o que as pessoas acham”, admite ele que após a mostra do Vento Minuano não tem nenhuma outra agendada. “Geralmente não organizo. Mas sempre aproveito as oportunidades”, aponta.
Curiosidade
| Linda Fuga,Adelaide e Duque. |
O fato ocorreu no final da década de 60 e até hoje Norberto guarda a tela que retrata retirantes. “Essa obra tem um fundo azul. Ela gostava muito dessa cor. Um tempo depois desse encontro soube que ela ficou doente e logo depois faleceu”.
A Churrascaria Vento Minuano fica na Rua Fernando Costa, 88, Jardim Avenida,Mogi das Cruzes/SP. A mostra pode ser conferida durante o horário de funcionamento do local que é das 10:h as 24:h todos os dias inclusive feriados,até 08 de setembro de 2013.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
CORREIOS CULTURAL
Estão abertas as inscrições para Ocupação de Unidades Culturais dos Correios, para os anos de 2014 e 2015. A chamada, aberta nesta segunda-feira (17), tem como objetivo contribuir para a divulgação das mais variadas manifestações artísticas do País, além de consolidar os centros culturais dos Correios como espaços de resgate e preservação da cultura nacional.
O valor previsto para os patrocínios culturais será de, até, R$ 15,5 milhões. As inscrições ficarão disponíveis até o dia 1º de agosto, no portal dos Correios. Outra novidade do edital é a inclusão do Centro Cultural de São Paulo como sétima unidade na política de fomento à cultura dos Correios.
Podem participar projetos culturais nos segmentos das Artes Cênicas, Dança, Teatro, Artes Visuais, Audiovisual, Humanidades e Música. Os selecionados para compor a grade de programação entrarão em cartaz a partir de março de 2014 e vão até fevereiro de 2015.
As unidades que receberão os projetos são os Centros Culturais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Fortaleza, Juiz de Fora e Brasília.
Os Correios estão disponibilizando R$ 15,5 milhões para patrocínio cultural no País por meio do edital de ocupação de suas unidades, biênio 2014/2015. As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de agosto no site da empresa (www.correios.com.br).
Os projetos, nas áreas de Artes Cênicas – Dança e Teatro, Artes Visuais, Artes Integradas, Audiovisual, Humanidades e Música, serão selecionados para realização entre março de 2014 e fevereiro de 2015, nos seguintes locais: Centro Cultural Correios de São Paulo, Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, Centro Cultural Correios de Recife, Centro Cultural Correios de Salvador, Espaço Cultural Correios de Fortaleza, Espaço Cultural Correios de Juiz de Fora e Museu Nacional dos Correios, em Brasília.
A seleção deste tipo de projeto nos Correios é feita por meio de editais públicos desde 2004, o que confere transparência à destinação dos recursos, por meio de regras e critérios claros e objetivos para análise e seleção das propostas. Outro benefício é o acesso democrático de produtores e grupos ao processo de seleção de patrocínios.
Com essas ações, os Correios possibilitam o acesso dos cidadãos aos bens culturais, contribuindo para a valorização da memória e da identidade nacional, além de fomentar a cultura do País.
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